Dnit alerta para interdição total da BR-163/SC nesta sexta-feira |
Frigoríficos de SC perdem US$ 5 mi ao dia com greve dos fiscais
A paralisação dos fiscais agropecuários do Ministério da Agricultura, em greve desde segunda-feira (6), pode acarretar no fechamento de unidades industriais em Santa Catarina, maior produtor e exportador de aves e suínos do Brasil.
A conjuntura foi feita pelo presidente do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados de Santa Catarina (Sindicarne), Clever Pirola Ávila, que avalia o prejuízo diário da cadeia agroindustrial catarinense de aves e suínos em US$ 5 milhões de dólares.
Os fiscais federais estão liberando apenas 30% da produção, tanto nos frigoríficos quanto nos portos. A saída encontrada por muitas empresas tem sido a utilização de armazéns próprios e de terceiros, porém todas as reservas já foram esgotadas. A capacidade de estoque na maioria das empresas é de três ou quatro dias de produção, motivo que leva grande parte dos estabelecimentos a suspender os abates e a industrialização.
Para realçar a importância das vendas externas no faturamento das empresas, Ávila assinalou que 30% da produção avícola e 48% da produção suinícola catarinenses são exportadas.
Segundo o diretor executivo da Associação Catarinense de Avicultura (ACAV), Ricardo Gouvêa, há o risco de perda de mercado em razão do descumprimento de prazos nos contratos internacionais. Entre as possíveis consequências da paralização, Gouvêa enumera: sobra de produção, perda de receitas e falência de produtores e indústrias. Esses mercados dificilmente serão recuperados, pois há muitos fornecedores no cenário mundial.
O parque agroindustrial catarinense é particularmente afetado porque adota um sistema de fluxo de animais vivos e demais insumos para industrialização que envolve mais de 17.000 avicultores e suinocultores, além de dezenas de indústrias de grande e médio porte, ao lado de centenas de unidades da agricultura familiar.
PERDAS PODEM SER DEFINITIVAS
Na opinião de Clever Ávila as reivindicações dos fiscais federais, responsáveis pelas autorizações para abate e transporte da carne, são legítimas, porém esses profissionais estão colocando em grave risco as extensas e essenciais cadeias produtivas da carne, leite e grãos de Santa Catarina e do Brasil.
Advertiu ainda que as perdas podem ser definitivas e muitas empresas, já fragilizadas pela situação de mercado, podem entrar em colapso.









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