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Fetaesc reivindica melhorias para agricultura
A Fetaesc (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Santa Catarina) já está trabalhando na organização
A Fetaesc (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Santa Catarina) já está trabalhando na organização de mais um Grito da Terra Brasil. Conforme o presidente do Sindicato dos Trabalhadores de São Miguel do Oeste, Joel de Moura, entre os dias 22 e 25 de abril uma delegação da federação irá a Brasília levar as reivindicações do Estado para serem discutidas e colocadas na pauta nacional do Grito da Terra, que acontece no mês de maio. Segundo o diretor da federação, Walter Dresh, este ano haverá dois eixos principais na pauta. Um deles é a questão ambiental e a adequação do novo código à legislação nacional. O outro é o novo plano de habitação rural, que deve ser definido a partir da próxima semana. Ainda em abril, haverá uma discussão em torno do endividamento agrícola e esse assunto também estará em destaque no Grito da Terra.
Conforme Moura, a federação está concentrando os esforços com relação ao endividamento agrícola. Ele enfatiza que todos os anos a renegociação vai se acumulando a tal ponto que os agricultores não estão mais conseguindo honrar com seus compromissos bancários. “Estamos discutindo uma proposta visto que os agricultores não terão condições de pagar suas dívidas esse ano. Está marcada uma audiência pública para o dia 24 de abril, no município de Cunha Porã, onde estaremos tentando reunir toda a força política da nossa região. Acredita-mos que neste momento precisamos trabalhar a anistia das dívidas dos agricultores”,enaltece. Entre os fatores apontados como agravantes desta situação, o sindicalista destaca o aumento gradativo dos insumos desde o ano 2000, as estiagens que a cada ano comprometem grande parte das safras, o alto custo de produção, além da queda de preço nos produtos agrícolas nos meses de outubro e novembro de 2008, como a questão do leite, do suíno, do milho. “A proposta é a anistia das dívidas, pois elas são renegociadas a cada ano e existem estudos, dentro do estado de Santa Catarina, de que a agricultura consolidada são os agricultores que não trabalham com agentes financeiros. Acredita-mos que, hoje, 80% da agricultura familiar estão nessa situação. Esta semana veiculou uma notícia na TV Senado informando que há 30 dias a inadimplência agrícola do País era de 3%; nesta semana ela já estava em 10% e a estimativa é de que em 15 dias ela vá a 15%”, ressalta.









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