Feirantes podem optar por mudanças na venda dos produtos

Com recursos do Ministério de Desenvolvimento Social é possível implantar o projeto para instalação de uma Central Regional de Comercialização

Através do Consad (Consórcio de Segurança Alimentar e Desenvolvimento Local), o MDS (Ministério do Desenvolvimento Social) assegura recursos para projetos voltados ao desenvolvimento local e regional. Um dos projetos, por intermédio do Consad, que está em fase de estudo para ser implantado no Extremo Oeste é destinado à instalação de uma Central de Comercialização Agrícola. O coordenador regional do Consad, Silvio Diehl, explica que não há nada concretizado, mas muitas discussões foram feitas com as administrações dos municípios de abrangência da Ameosc (Associação dos Municípios do Extremo Oeste) e as associações de feirantes.

No último sábado, dia 4, ocorreu um encontro da Afesmo (Associação de Feirantes de SMOeste) e na oportunidade o coordenador do Consad expôs a proposta. Segundo ele, o propósito do projeto é apoiar a produção, industrialização e comercialização dos produtos, valorizando a produção orgânica e a sustentação da agricultura familiar. \"O projeto tem foco regional e também potencializa outros municípios, não apenas aquele onde a central for instalada\", acrescenta.

Conforme Diehl, SMOeste é um forte candidato a ter a central, pois há uma camada maior de consumidores e é o município pólo. \"O primeiro passo é a organização de associações de produtores, por isso decidimos dar prioridade aos feirantes. Pois, com a central eles não comercializarão apenas três vezes por semana, mas todo o dia. O agricultor também terá mais tempo de se dedicar à produção, porque trará o produto para ser vendido e não precisará permanecer no local\", afirma.

Diehl diz que, diretamente o agricultor não terá gastos. \"Mas, indiretamente, o custo pode diminuir. Por exemplo, se o produtor comercializa a alface por R$ 0, 50, ao vender à central deverá baixar alguns centavos para que seja destinada a manutenção do empreendimento. A central terá a estrutura de uma empresa e também poderá fornecer alimentos para supermercados. Haverá uma entidade responsável para administrar, garantindo a participação das prefeituras e dos agricultores\", cita ele.

Os recursos disponíveis ao projeto, são de R$ 160 mil a R$ 190 mil. \"O MDS garante valores para infra-estrutura interna e o município, ou os municípios, poderão dispor de espaço físico. Por isso, também pensamos na feira municipal, um local apropriado. Como disse antes, não há nada acertado e a prefeitura de SMOeste só disponibilizará o espaço se os feirantes aceitarem\", ressalta Diehl.

DESCANSO OFERTA ESPAÇO

O coordenador do Consad, explica que o município de Descanso ofertou um espaço de mil metros quadrados e com três câmaras de refrigeração. \"Esse poderia ser nosso aporte de abastecimento, onde ficariam depositado os produtos. Em São Miguel do Oeste, seria o local para comercialização. Outro propósito do projeto é organizar a produção. Por exemplo, se um agricultor decide vender tomates, precisará investir nesse ramo para ter o produto não somente na temporada. Isso não quer dizer que deixe de produzir outras coisas\", salienta.

Analisando as conversas, o coordenador diz que a direção da Afesmo vê o projeto com \"bons olhos\" e a prefeitura de SMOeste apóia, mas não decidirá nada sem o consentimento dos feirantes. Sobre os alimentos que sobrarem, o coordenador afirma que estão articulando a formação de um Banco de Alimentos. \"Esses poderão ser destinados às entidades, escolas e outras organizações de cunho social\", destaca.

Anterior

Valnir Scharnoski confere obras de casas populares

Próximo

.

Deixe seu comentário