POLÊMICA

Fecam diz que Bolsonaro deve ser ignorado

Fecam diz que Bolsonaro deve ser ignorado
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Políticos de Santa Catarina reagiram com críticas à fala do presidente Jair Bolsonaro sobre o combate ao Coronavírus. Em pronunciamento em rede nacional, Bolsonaro disse que gestores estaduais e municipais exageraram nas medidas de restrição de pessoas e chamou a Covid-19 de 'gripezinha'e 'resfriadinho'.

A Fecam (Federação Catarinense de Municípios) emitiu uma nota em que classifica as declarações como inadequadas e diz que o presidente deve ser ignorado. "Tal pronunciamento inadequado, gera graves conflitos político-institucionais, riscos à população, falta de unidade institucional e prejuízo à consolidação de estratégias nacionais para enfrentar a pandemia", diz o texto.  

Em outro trecho, a Fecam afirma que "estados e municípios tomam medidas, com coragem e protagonismo, na função de cumprir medidas estaduais e locais".  "Pelo mundo inteiro, exemplos demonstram que o enfrentamento determinado e o isolamento social representam o único caminho eficaz. [...] No Brasil, em posição inaceitável, o presidente destoa, desinforma e deve ser ignorado".  

Além dos prefeitos, também houve uma resposta do Executivo estadual. Após a fala, o governador Carlos Moisés da Silva publicou em rede social: "A preservação da vida das pessoas é o mais importante de tudo. Por isso, reforço: #FiqueEmCasaSC. As medidas de restrição do convívio social CONTINUAM VALENDO. Não coloque em risco a sua vida e a das pessoas que você ama", diz o texto. 

Moisés também divulgou um vídeo em que se diz "estarrecido" com o pronunciamento do presidente da República. Além disso, lembrou que nesta quarta-feira, dia 25, inicia um novo ciclo de quarentena. Ele reafirmou a defesa da estratégia de restrição do convívio social.  

O que disse Bolsonaro

O presidente da República criticou, principalmente, a imprensa e gestores públicos. "Algumas poucas autoridades estaduais e municipais devem abandonar o conceito de terra arrasada, a proibição de transportes, o fechamento de comércio e o confinamento em massa", afirmou.

"O que tínhamos que conter naquele momento era o pânico, a histeria e ao mesmo tempo traçar estratégias para salvar vidas e evitar o desemprego em massa [...] Grande parte dos meios de comunicação foram na contramão. Espalharam exatamente a sensação de pavor", disse.


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