Fábrica de calçados deve gerar 300 empregos

Fábrica de calçados deve gerar 300 empregos
Folha do Oeste

Estabelecimento atua com 70 empregados e aguarda ampliação do espaço físico para contratar mais pessoas

Instalada no bairro São Sebastião, a fábrica Oeste Calce, de Igrejinha (RS), município localizado na microrregião de Gramado-Canela, mais precisamente no Vale do Paranhana, está atuando em São Miguel do Oeste desde novembro do ano passado.
De acordo com o proprietário e diretor da fábrica, Antoninho de Almeida, cerca de 70 funcionários, que passaram por treinamento específico em dezembro, já estão trabalhando na confecção de calçados.
Segundo Almeida, o objetivo é contratar 300 pessoas até março deste ano. ?Para que as contratações ocorram estamos dependendo da ampliação do espaço físico. Aguardamos a liberação da documentação para iniciar a construção que prevemos concluir em março?, diz.
A fábrica instalada em São Miguel do Oeste deve confeccionar uma variada linha de calçados, todos destinados ao público feminino, como: botas, sandálias, sapatilhas, sapatos e outros. Com escritório em São Paulo (SP) a Oeste Calce, atende mercados dos estados de Rio de Janeiro e São Paulo, e também da região Nordeste do país.
A busca pela mão de obra foi o principal fator que fez com que a fábrica abrisse as portas na cidade pólo do Extremo-oeste. ?Sabemos que aqui é uma região boa para trabalhar, só no ano passado deixamos de produzir 100 mil pares por causa da falta de mão de obra?, destaca Almeida.
Segundo o gerente e proprietário da fábrica, alguns empecilhos ainda retardam as atividades: ?Está difícil conseguir parceria. A prefeitura demora para decidir alguma coisa, percebo que não há um empenho para que as coisas andem. Mas entendo que estamos em meio a um período de férias e isso deve estar atrapalhando um pouco. Eu já recebi propostas de outros municípios para mudar as instalações, mas por enquanto quero atuar em São Miguel do Oeste?, revela.

CURRÍCULO E VENDAS
Conforme Almeida, a fábrica já recebeu cerca de mil currículos e os interessados em se candidatar as vagas devem procurar o Sine (Sistema Nacional de Emprego), situado na Rua 7 de Setembro, 2024, ou se dirigir até a sede da fábrica, no bairro São Sebastião, próximo ao trevo que vai a Paraíso. ?Temos pedidos para produção de calçados e prazos para cumprir, por isso temos certa urgência para a construção do prédio, aguardamos apoio para isso. Pois, queremos empregar e atuar com os 300 funcionários o quanto antes?.
Ainda no final deste mês uma loja que está sendo montada próximo a rodoviária municipal de São Miguel do Oeste deve revender os calçados confeccionados na fábrica, todos a preço de custo. ?Viemos buscar espaço, mão de obra, gerar renda para o município e empregos?, finaliza Almeida.

ADMINISTRAÇÃO
O Folha do Oeste procurou o secretário de Movimento Econômico, Carlos Grassi, para falar dos incentivos concebidos à fábrica, mas a Administração Municipal informou que o mesmo está de férias.
Em entrevista coletiva realizada ontem, dia 11, o prefeito de São Miguel do Oeste, Nelson Foss da Silva, comentou sobre a fábrica de calçados e anunciou que a mesma já estava operando. Ele destacou que o fato de a fábrica de calçados qualificar os empregados na própria empresa é algo interessante, pois há, segundo ele, uma mão de obra desqualificada que precisa de emprego no município. Quanto aos incentivos e atrativos que a Administração ofereceu para a empresa, que pretende empregar 300 pessoas, Nelsinho nada declarou.
Questionado sobre as áreas industriais o prefeito revelou que existem muitas empresas querendo se instalar em SMOeste e também na região mas, segundo ele, há a concentração de esforços em apoiar as empresas do município e região. ?Inicialmente nós estamos aqui concentrados não em trazer empresas de fora, mais sim pensar nas empresas do município e da região que estão querendo ampliar seus negócios, isso é muito mais importante?, avaliou.
Quanto aos espaços das áreas industriais ele ainda acrescentou: ?Em São Miguel do Oeste, pelo nível de empregabilidade, não há necessidade de ficar leiloando, e enterrar o município, dando incentivo a uma ou duas empresas, podemos fazer uma ação planejada com nossos empresários fazendo gerar empregos, tivemos o ano passado o maior índice de empregabilidade da história do nosso município, com praticamente mil vagas.

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