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Estudantes protestam contra reenturmação em São José do Cedro
?Nós queremos uma educação de qualidade, o que é impossível de se ter se atendermos a lei que o governo colocou em vigor?, diz aluna
Alunos do Colégio Cedrense, de São José do Cedro, organizaram um manifesto pelas ruas e pararam, com cartazes em punho, em frente ao Fórum da cidade, quinta-feira à tarde. O alvo das reclamações é a portaria do Governo do Estado, que determina a reenturmação, diminuindo o número de turmas nas unidades.
Na opinião dos estudantes, as salas não têm estrutura para abrigar 40 alunos. Além disso, professores apoiaram a mobilização porque consideram que a medida pode prejudicar o aprendizado. “Ficamos revoltados com a lei, propondo um abaixo assinado e um protesto. O apoio veio não só dos alunos, mas também dos pais, professores, vereadores e toda a sociedade. Contamos também com a presença da Sandra Zawaski , que é do Sinte-SC (Sindicato dos Trabalhadores em Educação)”, aponta o aluno André Krummenauer.
A estudante Luana Carla Pesente disse que as salas do educandário não comportam mais do que 25 alunos. “Não tem condições de estudar numa sala com 35 ou 40 alunos. Nós queremos uma educação de qualidade, o que é impossível de se ter se atendermos a lei que o governo colocou em vigor”, analisa.
A diretora-geral do educandário, Leda Franceschi, ressalta que o máximo permitido, segundo a legislação catarinense, é de 40 alunos para o Ensino Médio e 35 para salas das séries finais do Ensino Fundamental. Ela argumentou que a reenturmação de alunos ocorre desde 1998, de quando data a Lei Complementar nº 170.
Segunda ela, na lei precisa ser cumprida. “O Estado oferece vagas, não turmas”, ressalta, exemplificando que na escola, em algumas turmas do Ensino Médio, há mais alunos no período matutino. “Numa delas há 45 estudantes”, confirma. Enquanto isso, à tarde haveria turmas de 15 e 20 alunos. “O que nós teremos que fazer é um remanejamento”, assinala.
Para a diretora, a lei terá que ser cumprida, mas a redistribuição de alunos nos turnos escolares deve amenizar o impacto da reenturmação. “Para quem não trabalha e tem disponibilidade de transporte escolar, por exemplo, podemos oferecer a vaga no período vespertino em vez do matutino”, sugere Leda, concordando que quanto maior o número de alunos por sala mais difícil de o professor trabalhar e os estudantes aprenderem.
AGRAVANTE
“A realidade do Colégio Cedrense é péssima”, assim descreve o aluno André Krummenauer. Segundo ele, há rachaduras nas paredes, goteiras, pouca ventilação. Além disso, a fiação elétrica estaria totalmente comprometida. “Em algumas salas tem ar-condicionado instalado, mas não podem ser ligados, por que corre risco de explodir”, denuncia.
Outro agravante da situação é a falta de iluminação para que os alunos posssam fazer as atividades escolares. “A sala em que eu estudo, por exemplo, tem apenas três lâmpadas funcionando, e tem seis instaladas”, menciona, cobrando melhoria na infraestrutura.
Professores que atuam na escola também demonstraram preocupação, mas por outro lado evitam falar sobre o assunto. O motivo é que por seguidas vezes foram feitos anúncios de reforma, que criaram expectativa na comunidade escolar, entretanto, as promessas caíram por terra tempo depois.
Estudantes protestaram com cartazes e passeata pelas ruas da cidade
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