Estiagem assusta cada vez mais

Pedidos de abastecimento de água e aberturas de bebedouros não param de aumentar

Foi-se mais uma semana e nada da estiagem que assola o extremo oeste ter fim. Algumas pancadas isoladas e em poucos lugares amenizam a situação das plantações e pastagens, porém a água para o abastecimento nas propriedades rurais continua escassa. No município de Barra Bonita, o decreto de emergência foi prorrogado por mais 90 dias. Conforme o prefeito em exercício, Claudimir Dassi (PP), o município é privilegiado por ter água em abundância e mesmo assim está sentindo os reflexos desta estiagem prolongada, principalmente nas pastagens e na safrinha do tarde.

"A seca pegou em cheio a safrinha do cedo e agora a do tarde. Certamente os agricultores terão futuros problemas financeiros com isso. Estamos socorrendo o abastecimento de água para consumo humano e animal em algumas comunidades onde algumas famílias não foram ou não quiseram ser atendidas pelas redes de abastecimento", argumenta Dassi.

Ele destaca "que existem muitos pedidos de abertura de bebedouros para animais, mas está difícil de se encontrar água numa época dessas. É preciso escavadar em 10 locais para talvez encontrar dois com água. Nossas três retroescavadeiras estão atendendo os pedidos. Também levamos água potável para um colégio e famílias no interior. A água está ficando mais importante que a energia elétrica e a gasolina. Isso que está acontecendo é reflexo das atitudes do homem com o meio ambiente. Ainda há tempo de tentar a recuperação da natureza e não poluir", relata.

A decisão de ampliar o decreto de emergência em Barra Bonita foi tomanda ainda na última sexta-feira, dia 20, pela Comissão Municipal de Defesa Civil. De acordo com dados, há mais de quatro meses não são registradas chuvas para normalizar o abastecimento de água no município Segundo o secretário de Agricultura, Sadi Pandolfo, a bovinocultura de leite é a atividade que mais sofre com a estiagem, pois o não desenvolvimento normal das pastagens e a água de baixa qualidade prejudica a produção de leite e a sanidade do rebanho.

 

BANDEIRANTE

O prefeito Celso Biegelmeier (PT) disse que o município não está vencendo o atendimento a todos os pedidos devido à seca. "Se fizermos três bebebouros em um dia, no outro dia aparecem cinco pedidos. Em alguns locais choveu e amenizou um pouco. Os problemas maiores estão no distrito da Prata e Gaspar, onde não acontecem pancadas de chuvas", afirma.

Biegelmeier revela que diariamente dois tratores estão puxando água e em propriedades onde nunca haviam secado, alguns poços estão sem água e sua vazão não atende a demanda. Ele afirma que muitos estão se virando por conta. "Nesta estiagem faremos um levantamento das propriedades com problemas, para, no decorrer do ano, investir forte na solução. Para as secas futuras, queremos encontrar solução para a maioria destas famílias e evitar estes transtornos. O transporte de água é feito por tratores e essa correria desgasta muito a máquina. Para o próximo ano, queremos evitar muitos problemas", adianta Biegelmeier.

 

PARAÍSO

Em Paraíso, a Comissão de Defesa Civil também se reuniu nesta semana e prorrogou por mais 45 dias a situação de emergência. De acordo com o prefeito Erni Giacomini (PMDB), o decreto foi motivado em virtude de no município fazer mais de 120 dias que não ocorre chuva, o que acabou ocasionando perdas no setor agrícola como pastagens, setor pecuário e lavouras. "Existe o comprometimento do sistema de água potável tratada para o consumo humano, além do pouco volume de águas em bebedouros, açudes, sangas e rios, que prejudicam a criação de animais", afirma.

No município, também todas as festividades que estavam marcadas para acontecer nos próximos 45 dias foram canceladas, em razão da situação crítica por que passa. Inclusive o Campeonato de Futebol Suíço Inter-firmas teve seu começo adiado. "Estamos estudando a possibilidade de contratar um caminhão-pipa", resumiu Giacomini.

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