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Estado Laico? Vereadores divergem sobre construção de capela no Vila Nova
O vereador Vanirto Conrad (PDT) apresentou na sessão desta terça-feira, 7, uma indicação sugerindo à prefeitura de São Miguel do Oeste que estude a viabilidade para construção de uma capela ou templo religioso próximo aos conjuntos Vila Nova I e II. Segundo o vereador, a construção serviria para que os moradores pudessem fazer seus encontros religiosos e velar seus entes.
Em outubro do ano passado, a Folha do Oeste foi ao Vila Nova II ver a situação da comunidade depois de 2 anos de instalação das residências. Uma das reclamações dos moradores era, realmente, a falta de local apropriado para essas atividades.
“Uma hora ou outra pode morrer um aí, e eu vou velar onde?”, indaga seu Adriano Crescêncio, dono do local onde é realizado hoje as celebrações religiosas.
O local é precário. As paredes são feitas de madeira. Mal há bancos para sentar. A cobertura é feita de telha de amianto, a tradicional Brasilit. O chão não tem cimento, quiçá azulejo.
“Até o padre Reneu Zortea veio aqui e me pediu o espaço aqui. E eu disse: pode vir! Lógico!” comenta Adriano, “se tivesse uma igreja católica aqui, tudo bem, mas não tem. Então tem que ajudar”, completa.
Até aí, parece que tudo aponta favoravelmente para a construção desse local religioso. Mas houve quem discordasse. Os vereadores petistas, Maria Tereza Capra e Juarez da Silva, se abstiveram da votação. Eles justificaram que o estado é laico, ou seja, não tem religião. O poder público não pode favorecer uma determinada vertente religiosa. Capra ainda disse que não seria contra a construção de uma capela mortuária, mas não apoia um local para cultos.
“Isso se caracterizam como benefício para uma única religião, única cultura. Dessa forma, a administração pública não pode atuar nessa questão”, relevou Juarez.
Os pontos contra vão além. A localidade ainda tem situação precária. Não tem asfalto nas vias nem calçadas nem saneamento. Seria uma capela prioridade para aquela comunidade?
Para o vereador Valnir Scharnoski (PSD) a laicidade do estado não é problema para essa construção. “Independente da religião praticada por cada cidadão, ela é um dos primeiros caminhos pra que ele tenha uma boa conduta, uma boa educação e que possam unir os membros daquela comunidade”, explica.
A indicação foi aprovada por maioria dos vereadores e agora vai para a prefeitura de SMO que fará suas considerações sobre o assunto.
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