Escolas em busca de melhores condições

Escolas em busca de melhores condições
Folha do Oeste - Muro da Escola São Miguel está bastante comprometido e deve ser interditado

Comunidades das cinquentenárias escolas da região, São Miguel e São Vicente, vivem expectativa de usufruir melhores condições de ensino

Ao longo de aproximadamente 50 anos, duas ‘gigantes’ da educação tiveram histórias bastante semelhantes. Duas escolas que se fortaleceram pela qualidade de ensino, localização, e pelo número de alunos alcançados. Se na região de Itapiranga, a E.E.B. São Vicente tem, e muita, história para contar, na região de São Miguel do Oeste, a E.E.B. São Miguel é quem formou gerações e gerações.

Além destas características, ambas possuem mais de 700 alunos, e atualmente oferecem Ensino Inovador, tendo, também, um prédio construído ainda na década de 50. Este último item chamou a sua atenção? De muitos pais, alunos e educadores também, e é por esta razão que as duas têm também, como quesitos semelhantes, a antiga reivindicação da comunidade, que é por unidades mais amplas, com melhores condições de ensino. A diferença entre elas é que na E.E.B. São Vicente o sonho está a poucas semanas de se tornar realidade, e na E.E.B. São Miguel o sonho ainda não saiu do papel.

NOVAS ESTRUTURAS

Em SMOeste, a luta por um prédio novo é antiga, mas foi em 2009 que ele começou a ser projetado no papel. Por ter uma estrutura cinquentenária, o prédio possui espaços danificados e limitados, e não atende a quesitos básicos, como o de acessibilidade. Tais quesitos já causaram muita indignação e mobilizações, principalmente dos estudantes, que reivindicam uma nova estrutura.

De acordo com o secretário regional Volmir Giumbelli, os projetos complementares e outras documentações devem ser entregues ao Deinfra nos próximos dias para avaliação, e em seguida será licitada a obra de reforma geral da escola, que deve iniciar ainda este ano. Nas obras da unidade, que foi contemplada no Pacto pela Educação, serão investidos cerca de R$ 2 milhões.

Por cobranças do Ministério Público e da comunidade escolar, a E.E.B. São Miguel também necessita de reformas urgentes no Ginásio de Esportes e no muro que cerca a escola e está em condições precárias, com risco de desabamento. Ao passar pelo local é possível observar esta gravidade. Segundo Giumbelli, estas melhorias estão inseridas no projeto de reforma geral, porém, a SDR buscará realizar estas adequações de maneira emergencial em razão do seu risco, como foi feito com o telhado no início do ano. “Ainda não temos datas de quando isso deve ocorrer, mas vamos fazer o possível para que aconteça o mais breve”, afirma o secretário.

Enquanto isso, em Itapiranga, a comunidade escolar da E.E.B. São Vicente aguarda ansiosamente a chegada do final do mês de maio e início de junho, isso porque, dentro deste período, está prevista a inauguração da nova unidade, localizada bem próxima do atual prédio da São Vicente.
O novo educandário está recebendo investimento superior a R$ 4,6 milhões, oriundos do FNDE e Estado. Em datas semelhantes aos da E.E.B. São Miguel, o projeto da nova unidade foi elaborado em 2010. Suas obras iniciaram em dezembro de 2011, pela empresa Conak Conkastor, de SMOeste, e dentro de algumas semanas já deve ser inaugurada. A equipe trabalha intensivamente na fase de acabamentos da escola.

Enquanto aconteciam os trabalhos de construção da escola, em 2012, a SDR de Itapiranga conquistou também, a edificação do novo ginásio da escola, que também já está em fase adiantada, e deve ser concluído em julho. No ginásio serão investidos mais de R$ 1,3 milhão, oriundos do Estado. De acordo com o secretário da SDR de Itapiranga, Rolf Trebien, duas importantes obras foram conquistadas com determinação da população local e cobranças por parte das lideranças. “Em 2012, o secretário Eduardo Deschamps ficou um dia inteiro na nossa regional, e foi aí que conseguimos sensibilizá-lo da importância desta obra (ginásio), que está sendo edificada ao mesmo tempo que a escola”, acrescenta.

O próximo passo, considerado por Trebien ainda como sonho, será ligar a escola São Vicente ao ginásio, por meio de uma passagem subterrânea (pois há uma via que separa as edificações), oferecendo mais segurança aos alunos. “O pessoal do Estado já sabe desta nossa ideia, quem sabe em breve também comemoremos também esta conquista”, adianta Trebien. A nova São Vicente terá 18 salas de aula, laboratórios, administrativo, auditório com cem lugares, área coberta, cozinha, banheiros, biblioteca e demais dependências, todas necessárias para o bom funcionamento da escola. O antigo prédio da escola será utilizado para abrigar órgãos do governo e o Ceja, centralizando, assim, os serviços do Estado.

Para entender os entraves desta obra até o momento, seguem passos dados neste período.

2009 - empresa de São Paulo ganha licitação e inicia projeto de reforma.
2010 - grupo entrega a documentação, com pendências no projeto. Empresa não tem mais interesse em continuar com o projeto. Documentação é entregue ao Deinfra, que avalia necessidade de alterações.
2011 - Equipe de engenheiros e técnicos visitaram a escola para alterar o projeto.
2012 - Documentação fica parada. Deinfra solicita série de projetos complementares.
2013 - Em janeiro, é desenvolvida reforma emergencial de troca de telhado. Projetos complementares são elaborados e em abril devem ser entregues ao Estado.


 

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