Entidades reivindicam salário mínimo entre R$ 785,00 e R$ 905,00 para 2013

Entidades reivindicam salário mínimo entre R$ 785,00 e R$ 905,00 para 2013
Divulgação - Quatro deputados do PT receberam a comitiva sindical

Sindicalistas ainda aguardam reunião com a Fiesc

Na manhã da última quarta-feira, dia 31, as centrais sindicais e federações catarinenses reuniram-se com deputados da bancada do PT em Florianópolis, ocasião em que entregaram a pauta de reivindicações para o reajuste anual do salário mínimo regional. Outra meta do encontro foi solicitar aos parlamentares a criação de um mecanismo de correção automática do piso, com base no Produto Interno Bruto (PIB) estadual e na inflação. Ao todo, sete entidades assinaram o documento: CUT, Força Sindical, Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil, Dieese, Nova Central Sindical dos Trabalhadores, União Geral dos Trabalhadores e Federação dos Trabalhadores nas Indústrias do Estado de Santa Catarina.

Quatro deputados do PT receberam a comitiva: Padre Pedro Baldissera, Luciane Carminatti, Neodi Saretta e Dirceu Dresch. Pela proposta, as centrais e federações querem que o piso estadual, atualmente entre R$ 700,00 e R$ 800,00 passe a variar de R$ 785,00 a R$ 905,00 a partir de 1º de janeiro de 2013, além da inclusão de mais atividades profissionais na maior faixa salarial, atualmente em R$ 800,00.
As mesmas reivindicações foram entregues em setembro à Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina) e as centrais seguem aguardando uma reunião com a entidade patronal para definir o reajuste.

Outro pedido das entidades foi para que os deputados convençam a Fiesc a realizar a reunião o quanto antes, para  evitar que a aprovação do mínimo fique apenas para 2013, como ocorreu este ano. O presidente da Força Sindical, Osvaldo Mafra, defendeu a criação de um mecanismo para correção automática do piso regional, como ocorre atualmente com o salário mínimo nacional, para evitar o desgaste que ocorre todos os anos. Eles também querem maior participação do Governo do Estado nas discussões.

A deputada Luciane Carminatti defendeu a elaboração de material didático que mostre à população a importância da valorização do mínimo para a economia estadual. “Aumentar salário é melhorar a vida de todos. Infelizmente, ainda há setores conservadores da classe empresarial que não pensam dessa forma”, comentou.

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Edição 1771 (13-10-2012)

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