Entenda a declaração da OMS sobre assintomáticos
Maria Van Kerkhove, infectologista e chefe do departamento de doenças emergentes da OMS (Organização Mundial da Saúde), afirmou ontem, dia 8, durante a conferência de imprensa diária sobre o novo coronavírus que a propagação de covid-19 a partir de pacientes assintomáticos é "muito rara", de acordo com a Agência Brasil.
A médica diz que "Nós sabemos que existem pessoas que podem ser genuinamente assintomáticas e ter o PCR (teste realizado para detectar a presença do vírus no organismo) positivo. Esses indivíduos precisam ser analisados cuidadosamente para entender a transmissão. Há países que estão fazendo uma análise detalhada desses indivíduos, e eles não estão achando transmissão secundária. É muito rara,", afirma.
Por outro lado, uma pesquisa americana dirigida por Eric Topol diz que pessoas com o vírus que não apresentam sintomas têm grande poder de disseminação da doença, e que essas pessos podem ser responsáveis por cerca de 40% a 45% das infecções e, além disso, podem transmitir o vírus a outras pessoas por mais tempo. Médicos afirmam que isso é um processo lógico: quem tem mais sintomas da doença também tem mais carga viral, e nesse caso, mais chance de transmitir.
Porém, é necessário observar que em grande parte dos casos a doença pode se manifestar de forma leve ou até silenciosa. Além disso, há os casos de pessoas que passam algum tempo sem sintomas antes de desenvolver a doença de forma grave. De toda forma, se rara ou recorrente, a transmissão por assintomáticos ocorre, e está comprovada, e nesse caso, a declaração de Maria Van Kerhove não pode ser usada como motivo de deixar de lado os cuidados para com a doença da Covid-19, que já matou mais de 400 mil pessoas em todo o mundo.
A infectologista, mais tarde, divulgou algumas informações em seu perfil na rede social Twitter, que, traduzindo diz que " [estudos] sobre a transmissão de indivíduos assintomáticos são difíceis de conduzir, mas as evidências disponíveis do rastreamento de contatos relatadas pelos Estados-Membros [da OMS] sugerem que indivíduos infectados assintomáticos têm muito menos probabilidade de transmitir o vírus do que aqueles que desenvolvem sintomas" e completa: "nesses dados, é imprescindível decompor verdadeiramente assintomático versus pré-sintomático versus levemente sintomático, também para observar que o% relatado ou estimado como "assintomático" não é o mesmo que o% assintomático que realmente transmite"
Mais sobre:






Deixe seu comentário