Editorial vencedor da 14ª edição do Prêmio Adjori de Jornalismo

A responsabilidade de uma escolha

Votar para escolher o prefeito, o vice-prefeito e os vereadores que administrarão os municípios brasileiros a partir de janeiro de 2013 até dezembro de 2016 é uma obrigação de quem tem entre 18 e 70 anos. O gesto, facultativo pra quem tem 16 e 17, ou mais de 70 anos, é também um direito adquirido para o exercício da democracia.

Essa é a oportunidade que todos nós, eleitores, temos de participar das decisões políticas e administrativas que serão adotadas nas cidades em que moramos. A eleição, por meio do voto direto, é a democracia colocada em prática. Através dela, poderemos escolher quem serão as pessoas que irão nos representar na prefeitura e na Câmara de Vereadores, diante das demais esferas governamentais e nas relações com outros municípios, por exemplo.

Após mais de três meses de campanha, em que os postulantes aos cargos tiveram a chance de assumir compromissos com suas comunidades e de tornar públicas suas propostas de governo, neste domingo recai a cada eleitor a maior responsabilidade: o voto consciente.

É dever de cada cidadão analisar a trajetória social, política e o projeto de governo apresentados pelos candidatos, pois é a partir dessa decisão que será definida a maneira como serão gerenciados setores como o da saúde, da educação, da agricultura, da segurança pública ou como serão aplicados os recursos para o desenvolvimento econômico, social e ambiental de uma cidade.

Também é obrigação dos eleitores considerar o caráter de quem pretende assumir um cargo público. Empossados, em suas respectivas funções, estes terão poder de aprovar leis que você deverá cumprir, ou de executar obras e serviços com o dinheiro arrecadado por impostos e taxas que o munícipe paga.

Em outro raciocínio tão importante quanto o citado acima, cabe-nos alertar que quem é capaz de comprar votos para alcançar um resultado positivo na eleição pode também desviar o foco da Administração Pública para os subornos e tantos outros atos corruptíveis, os quais já estamos cansados de ver e ouvir e que, de certa forma, nos tornam descrentes de que um processo político possa ser transparente.

Neste momento, às vésperas de mais um pleito, e ao trazer essas palavras para vossa reflexão, caro leitor, enquanto veículo de comunicação, o Folha do Oeste sente a necessidade de lembrar a responsabilidade de cada cidadão ao apertar as teclas da urna eletrônica disponível em sua sessão eleitoral. A política pode ser, sim, o melhor instrumento para a melhoria da qualidade de vida das pessoas, para a geração de empregos e renda nos municípios, mas isso depende de como você se posiciona quando tem a chance de se manifestar.

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