Edição 1293 (publicada em 17/03/08) - Seminário alerta para questões ambientais

Evento promovido pelo Folha do Oeste contou com a participação de mais de 300 professores

Com o tema \"A Água que Re (passa)\", na última quinta-feira, dia 13, o jornal Folha do Oeste promoveu o 9º Seminário do Programa Jornal Educação e Cultura, Folha do Oeste na Escola. O evento, que reuniu autoridades locais e regionais, contou com a participação de mais de 300 professores de São Miguel do Oeste e região, no auditório do Colégio La Salle Peperi.

Para dar início às atividades, a psicopedagoga e coordenadora estadual do Programa Jornal Educação e Cultura na Adjori/SC (Associação dos Jornais do Interior de Santa Catarina), Elza Adele Guerra Gobbi, falou sobre \"A Utilização do Jornal em Sala de Aula\". De acordo com ela, durante os nove anos de programa, o jornal adquiriu a confiança dos professores que trabalham com este método.

Elza destaca que o veículo de comunicação impresso trabalha a ligação de aprendizagem e realidade. Além disso, o periódico traz a oportunidade de vincular notícia com a vida. \"A compreensão pode ser adquirida de maneira simples, pois os alunos ligam as reportagens com acontecimentos que presenciam. Identificam as pessoas que conhecem, a rua que freqüentam\", exemplifica. A coordenadora salienta que, por meio do programa, o professor pode perceber que o aluno se interessa mais pelas atividades. A leitura é feita com mais empolgação, pois podem escolher o tema que irão trabalhar e o professor pode fazer vínculo com a realidade.

Para a psicopedagoga, depois que o professor percebeu a importância deste programa, ele virou parceiro, porque a sistemática é fazer com que o jornal chegue à escola e o aluno passe um ou dois meses simplesmente lendo o jornal, folheando, e se familiarizando. Após esta etapa, ela destaca que o professor pode perceber as seções que existem no jornal, e solicitar que após a leitura, os estudantes expliquem para o restante o porquê desta escolha, o que, para ela é um exercício de interpretação, e após tudo isso, o professor pode fazer uso das notícias, vinculando-as com os trabalhos educacionais. \"Não é um programa rígido, ele é flexível. Cada professor decide como vai fazer uso\", afirma.

Elza aponta ainda que as atividades com o periódico não devem ficar limitadas somente à língua portuguesa, pois os profissionais podem orientar os alunos a fazer vínculo com todas as disciplinas. \"A escola é uma casa de formação e, o professor querendo ou não, é modelo, então desejamos que o jornal dentro da sala de aula seja modelo. É preciso utilizar o jornal como privilégio de informação, leitura e aprendizado\", finaliza a coordenadora estadual do programa.

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