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Edição 1271 (publicada em 31/12/07)-Escassez do milho pode inviabilizar atividades
Conforme previsões do vice-presidente da Faesc (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de
Conforme previsões do vice-presidente da Faesc (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina), Enori Barbieri, um dos principais insumos - o milho -, vai escassear, encarecer e inviabilizar muitas atividades do agronegócio brasileiro no próximo ano. Santa Catarina, tradicional importador de milho, terá um déficit de 1,5 milhão a 2 milhões de toneladas em 2008. A Faesc prevê uma produção na safra 2007/2008 de 3,5 milhões a 3,7 milhões de toneladas, com redução de 2% a 3% da área plantada, e uma produtividade média baixa de 60 sacos por hectare. Para cobrir esse déficit, o Estado fará importações do Paraguai, do Paraná e do Centro Oeste, especialmente Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.
Barbieri mostra que a repercussão desse quadro no preço do grão será imediata: o preço do milho será balizado pelo mercado norte-americano e não deve baixar de R$ 22 a R$ 23 a saca, o que representa uma alta de 44% considerando-se que em 2007 o preço médio foi de R$ 16.
A escassez está sendo acentuada pela quebra da safra européia em cerca de 10 milhões de toneladas (o continente colherá somente 5 milhões das 15 milhões de toneladas previstas) e do processamento de 50 milhões de toneladas de milho para produção do etanol nos Estados Unidos.
A destinação do milho para fins energéticos criou um novo parâmetro de valoração. Como o milho e a soja viraram produtos possíveis de transformar em etanol e biodiesel, o preço agora acompanha o petróleo, que está em alta no mercado internacional. A crise do petróleo também está provocando inflação mundial no segmento alimentício, pois induz a transformação de produtos destinados à alimentação em energia. Por outro lado, a crise imobiliária americana tem levado investidores mundiais a abandonar bens imóveis e investir na bolsa de produtos agrícolas, aquecendo ainda mais o mercado de commodities.
No plano interno, Barbieri expõe que a Faesc prevê um cenário de extrema dificuldade para produtores independentes de suínos em 2008, que ficarão restritos ao mercado doméstico e terão altos custos de produção, enquanto as agroindústrias ampliarão sua participação no mercado externo, que remunera melhor.









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