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Edição 1271 (publicada em 31/12/07)-Asfalto novo será refeito e prejuízo
Trechos das BRs 282 e 163 já apresentam problemas sérios e asfalto terá que ser substituído
Há mais de um ano está em andamento o trabalho de restauração do asfalto na BR-163, trecho de São Miguel do Oeste a Dionísio Cerqueira, e na BR-282, trecho de São Miguel a Chapecó. As obras ainda não terminaram e alguns pontos já apresentam problemas graves, como ondulações na pista, deslocamento da camada asfáltica e buracos. Na linguagem popular os chamados \"cucurutos\", formados pelo acúmulo de asfalto em um determinado ponto, são verdadeiros inimigos na pista.
Como podem surgir problemas se o asfalto é novo? Este questionamento é feito por milhares de pessoas que passam nas rodovias. O fato não é normal e o engenheiro, supervisor da unidade regional do Dnit (Departamento Nacional de Infra-Estrutura e Transportes) em Chapecó, José Eleotério de Araújo, explica a causa dos danos: \"houve um problema sério na composição química do Cimento Asfalto Petróleo, chamado por nós de ligante, e fornecido pela Petrobrás à empreiteira. Com isso os trechos restaurados depois do mês de agosto deste ano já apresentam problemas. Esse fato não é normal e a culpa não é do Dnit e nem da empreiteira, por isso todo esse asfalto será retirado, recolocado e revitalizado. O trabalho será muito maior, mas precisamos de qualidade e segurança nas rodovias\".
Segundo o engenheiro é preciso ter conhecimento da situação para emitir qualquer opinião e buscar soluções imediatas. Ele explica que será necessário um trabalho bem maior e garante: \"o material a ser colocado nesses locais terá que ser de extrema qualidade\".
SINALIZAÇÃO/
TRECHO DA 282
O engenheiro explica ainda que não será colocado nenhum tipo de sinalização enquanto a pista não estiver totalmente pronta. \"Sei que há trechos de muita dificuldade, onde os motoristas ultrapassam o limite de velocidade e também têm ocorrido vários acidentes. Contudo somente é possível sinalizar melhor depois que a pista estiver 100% pronta. A sinalização é a última etapa a ser feita na revitalização de um trecho asfáltico\", detalha ele.
José Eleotério cita que no trecho da BR-282 próximo ao Rio das Antas, onde ocorreu à tragédia do dia 9 de outubro e 27 pessoas perderam a vida, o trabalho será intenso, tanto na restauração do asfalto como na sinalização do local. \"Todo o procedimento precisa ser estudado, por isso no dia 2 de janeiro um técnico estará na região analisando o asfalto dessas rodovias e indicando quais os locais onde o asfalto deve ser retirado e refeito\", acrescenta ele.
Danos também ocorreram em rodovias do Paraná e Rio Grande do Sul
De acordo com o supervisor da unidade regional do Dnit, o mesmo problema ocorreu em trechos asfálticos nos estados vizinhos do Paraná e Rio Grande do Sul. \"Tenho conhecimento de que rodovias paranaenses e gaúchas passam pela mesma dificuldade e também terão que remover o asfalto e refazer o trecho. Isso também ocorreu na revitalização da BR-101. Por isso, o técnico que estamos trazendo à região é um profissional com experiência, que já tem conhecimento do problema e atuou no caso da 101\", observa.
Ele permanecerá no laboratório analisando todo o material que será colhido nas BRs, depois disso delimitará quais os pontos em que as obras precisam ser refeitas. \"É um procedimento detalhado e demorado, estamos com um problema para ser resolvido e buscamos a solução o mais breve possível\", enfatiza José Eleotério.
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