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Economia de SC cai 14,2% no segundo trimestre
Segundo dados divulgados nesta quinta-feira, dia 22, pela Facisc (Federação das Associações Empresariais de SC), a economia catarinense recuou 14,2% no segundo trimestre deste ano em comparação ao mesmo período do ano passado. Esta foi a maior queda da história do indicador.
O desempenho ruim é resultado dos impactos causados pela pandemia, já que as restrições de isolamento social estavam mais rígidas no período, especialmente nos meses de abril e maio. Das 12 regiões pesquisadas pela Federação, 11 registraram retração. As maiores quedas foram registradas no Vale do Itajaí (-17,6%) e no Norte (-15%).
"Abril e maio foi o período mais difícil da economia catarinense. O impacto foi maior onde o vírus chegou primeiro, como foi o caso das regiões litorâneas e afetou praticamente todos os segmentos. No interior, a queda foi menor, em especial pelo bom desempenho do agronegócio", destacou o economista da Facisc, Leonardo Rodrigues.
Segundo o economista, as ações do Governo Federal foram fundamentais para que a crise não fosse ainda maior em Santa Catarina.
"O auxílio emergencial foi essencial pra manter o consumo durante a pandemia, mas ele teve um impacto maior em outras regiões do país, já que SC é quem menos recebe o auxílio. Nesse sentido eu destaco a MP 936. Só em SC foram 800 mil acordos, o que representa [cerca de] 30% dos empregos com carteira assinada. Isso foi essencial para que os impactos na economia não fossem ainda maiores", afirmou.
A única região registrou alta em relação ao segundo trimestre de 2019 foi o Noroeste, que cresceu 3,3%. De acordo com Rodrigues, isso aconteceu por conta da baixa base de comparação - a região tinha registrado queda nas últimas pesquisas.









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