Ebola provoca alerta mundial

O vírus foi identificado pela primeira vez em 1976 e desde então tem produzido alguns surtos no continente africano

A epidemia de Ebola no continente africano se tornou um dos assuntos mais debatidos nos últimos dias. A doença, que já causou a morte de mais de mil pessoas, passa a ser considerada pela Organização Mundial da Saúde uma situação que representa um risco mundial. Com base nisso, como forma de prevenir e alertar a população, a Secretaria do Estado da Saúde realizou uma videoconferência na última sexta-feira, dia 8. O objetivo da ação foi repassar algumas informações para a Gerência de Saúde e os 32 municípios de abrangência.

 O vírus foi identificado pela primeira vez em 1976 e desde então tem produzido alguns surtos no continente africano. A febre hemorrágica do Ebola é uma doença de alta letalidade em seres humanos e também em primatas. No entanto, de acordo com a gerente de Saúde de São Miguel do Oeste, Paula Correa, é considerado improvável que haja disseminação da doença para outros continentes, a não ser o africano. Porém, pode haver detecção de algum caso em qualquer parte do mundo, de pessoas viajantes provenientes do continente africano.

Conforme a gerente, é importante destacar que sua transmissão não é por via respiratória, mas, sim, por contato direto com sangue, tecidos ou fluídos corporais de pessoas doentes, ou também pelo contato de superfícies contaminadas. Paula salienta que a orientação que está sendo repassada para os profissionais de Saúde é para que fiquem alertas com pessoas que venham destas áreas afetadas no mundo, e que apresentem os sinais e sintomas. Atentar para os sintomas de febre com início súbito, podendo ser acompanhada de hemorragia como: diarreia hemorrágica, sangramento na gengiva, hemorragias internas, sangue na urina (hematúria) ou sinais/manchas na pele (sinais purpúricos). Mas principalmente ligar isto à vinda do indivíduo de um destes países afetados.

"Qualquer caso deve ser notificado imediatamente à Secretaria de Saúde e posteriormente à Gerência", reforça Paula Correa.

MEDIDA EMERGENCIAL

O Comitê de Ética da Organização Mundial da Saúde aprovou em uma reunião realizada na segunda-feira, dia 11, o uso de tratamentos não homologados para lutar contra a febre hemorrágica do Ebola. Em nota, a Organização apontou que, diante das circunstâncias da epidemia e sob certas condições, o comitê concluiu que é ético oferecer tratamentos - cuja eficácia ainda não foi demonstrada, assim como os efeitos colaterais - como potencial tratamento ou de caráter preventivo. Até o momento não existe nenhum tratamento de cura ou vacina contra o Ebola, epidemia que levou a OMS a decretar uma emergência de saúde pública mundial.

AUXÍLIO

Na última semana, o governo brasileiro anunciou que doará R$ 1 milhão para Organização Mundial da Saúde para fortalecer as ações e interromper a transmissão do Ebola nos países acometidos pela epidemia.

 

 

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