Dificuldades no trânsito de Iporã do Oeste

Dificuldades no trânsito de Iporã do Oeste
Folha do Oeste

Ruas estreitas e falta de vagas para estacionamento são as principais dificuldades

Um problema antigo, mas que agora despertou a mobilização da comunidade iporãoestina. Na última semana, durante encontro do Conselho de Iporã do Oeste, foram tomadas novas decisões sobre o trânsito da área urbana do município. A informação é do representante da Administração Municipal, secretário Pedro Valdir Gauer. De acordo com ele, o fluxo de veículos aumentou, por isso é necessário uma readequação de ruas e da avenida. Segundo Gauer, um engenheiro de trânsito será contratado com o objetivo de projetar o trânsito de Iporã do Oeste. Segundo ele, dentre diversos problemas, são registradas ruas estreitas e falta de vagas para estacionamento.
Conforme o secretário, o objetivo é que esse engenheiro de trânsito possa estruturar melhor essas situações, com estudo da viabilidade de mão única entre outras situações que precisam estar dentro da legislação do Código de Trânsito Brasileiro. “Outra situação é a Avenida Gustavo Fetter, que foi revitalizada. Observamos que muitas pessoas fazem o retorno por cima dos “tachões” ao longo da rodovia, o que é proibido”, aponta. Gauer salienta que policiais estão orientando os condutores de veículos, que logo deverão começar a ser notificados caso continuem realizando a infração, pois existem locais específicos para o retorno e que devem ser observados.
O prefeito de Iporã do Oeste, Adélio Marx, confirma a situação e destaca que existe, sim, um trânsito problemático em Iporã do Oeste. “As ruas são muito apertadas, algumas possuem apenas seis metros. Já se cogitou mão única, mas tem parte da população a favor e outra parcela contra. Há muitas dúvidas sobre as mudanças. Por esta razão, temos que solicitar essa ajuda para quem entende do assunto, não podemos tomar atitudes que estejam foram da legislação. Precisamos fazer um estudo com um especialista responsável e implantar as mudanças de maneira gradativa”, considera. Conforme ele, alguns municípios projetaram o trânsito nos primeiros anos de emancipação, um exemplo é São Miguel do Oeste, que possui ruas largas, de trânsito fácil. “No momento, pensamos em contratar um profissional para fazer um levantamento e estudo sobre o trânsito do município, ao menos da parte central, sendo que haverá, também, discussões com a comunidade. Esse é um problema antigo, inclusive algumas ruas já foram reformadas, foram encurtados os passeios para facilitar o trânsito”, explica Marx.
Segundo o prefeito, o problema não é identificado somente na avenida, a população também já enfrenta dificuldades em algumas ruas laterais. Marx aponta que outra rua problemática é a Jundiá, que liga Iporã a Tunápolis. Conforme ele, é uma rua muito movimentada, mas estreita. “Algumas providências já foram tomadas, mas as dificuldades aumentam constantemente, pois Iporã do Oeste está crescendo. Além dos veículos dos munícipes, muitos moradores dos municípios vizinhos vem para Iporã, inclusive para fazer compras. Também temos o problema da SC, que corta a nossa cidade, que gera um movimento muito pesado, e que sempre causou prejuízos. Agora, conseguimos uma revitalização bem completa, mas em breve novos investimentos deverão ser feitos devido a este fluxo pesado”, adianta. Ele revela, ainda, que em estudos preliminares foi apontada a circulação diária de cerca de mil veículos pelo município e a tendência é aumentar. “O município está preocupado com o trânsito que passa pelo meio da cidade, mas para isso está aguardando o contorno viário, que estaria contemplado com a federalização da rodovia”, assegura.

“Tem muito carro em Iporã do Oeste e as vagas no centro estão sempre ocupadas. Tinha que melhorar essa situação”. Arlindo Ribeiro, aposentado.

“O trânsito do município precisa melhorar. Além do problema com as ruas estreitas, os carros e caminhões passam em alta velocidade pelo centro da cidade. O movimento é grande na SC. Além disso, em algumas partes da cidade é difícil de se encontrar vagas para estacionar”. José Bortolini, serralheiro.

“Deveria ter um desvio de caminhões. Na SC, que passa no centro da cidade, existe um grande fluxo de caminhões que carregam suínos e frangos, além de estragar as ruas pelo trânsito pesado, tem dias que provoca um cheiro horrível, o que prejudica os comerciantes desta localidade. Além disso, enfrentamos problemas de estacionamento”. Berenice Rhoden, comerciante.

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