VIOLETA

Curta-metragem do Oeste catarinense é selecionado para festivais na Itália e na Grécia

Curta-metragem do Oeste catarinense é selecionado para festivais na Itália e na Grécia
Divulgação

O curta-metragem Violeta amplia sua presença no circuito internacional com seleções em festivais na Itália e na Grécia. Dirigido e protagonizado pela artista catarinense Bi Naluna (@bi.naluna), o filme foi selecionado para o Social World Film Festival,realizado em Vico Equense na Itália, onde integra a seleção OFF, e também para o Leda’s Monologue Film Festival, realizado em Agrinio, na Grécia.

A seleção de Violeta para o Social World Film Festival foi anunciada internacionalmente em uma coletiva de imprensa promovida durante o Festival de Cannes, no Pavilhão Italiano.  Reconhecido por reunir filmes de diversas partes do mundo em torno de temas de relevância humana e social, o evento acontecerá de 5 a 12 de julho de 2026. Na Grécia, além da seleção oficial para o festival que acontece em junho, Violeta também concorre na categoria de Melhor Atriz, com indicação para Bi Naluna por sua atuação no filme.

Gravado em Maravilha, no Oeste catarinense, Violeta é um curta-metragem de ficção que aborda o luto gestacional, trazendo à cena uma narrativa sensível sobre a dor silenciosa vivida por muitas mulheres após a perda de um bebê durante a gravidez.

Dirigido e protagonizado por Bi Naluna, o filme é inspirado em experiências autobiográficas e propõe um olhar íntimo sobre o luto, o silenciamento e os processos de reconstrução emocional, transformando uma vivência muitas vezes invisibilizada em experiência cinematográfica.

Distribuído internacionalmente pela Premiere Film, distribuidora italiana, Violeta foi definido pela empresa como “um curta-metragem intenso e ao mesmo tempo delicado que aborda a perda gestacional a partir de uma perspectiva íntima, livre de qualquer retórica”. Em seu parecer sobre a obra, a distribuidora destaca que “através de música evocativa, imagens cuidadosamente construídas e uma narrativa profundamente emocional, o filme dá voz a uma dor que muitas vezes é vivida em silêncio, especialmente pelas mulheres. Sua força reside na sua capacidade de transformar uma experiência pessoal em uma história universal sobre perda, fragilidade e renascimento.”

A Premiere Film reconhece que, pela sensibilidade do tema abordado, a obra pode enfrentar desafios de distribuição, apesar de seu poderoso impacto humano e social, mas afirma que decidiu apostar em sua trajetória internacional por considerá-la “uma obra corajosa, capaz de criar uma empatia imediata com o público feminino e de abrir um espaço autêntico para reflexão, diálogo e conscientização.”

Segundo a diretora, “a seleção de Violeta no Social World Film Festival, ao lado de obras escolhidas por sua relevância humana e social, é profundamente significativa, porque representa a possibilidade de dar voz e visibilidade a uma experiência vivida em silêncio por milhares de mulheres que enfrentam a perda gestacional todos os anos. Estar também na seleção do festival na Grécia e ainda concorrer ao prêmio de Melhor Atriz é a confirmação de que essa é uma história que precisa ser contada. Essa conquista não é apenas da equipe do filme e do cinema independente brasileiro; ela é também de todas as mulheres que viveram a perda gestacional e que são, como eu, mães de anjo”, destaca Bi Naluna.

Realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio da Prefeitura de Maravilha, Ministério da Cultura e Governo Federal, e com produção da Amma cinema e da Rama, Violeta reafirma a potência da produção audiovisual criada fora dos grandes centros e amplia a presença do cinema catarinense em circuitos internacionais.





Assessoria

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