INVERNO

Cuidado com as doenças típicas da estação

Cuidado com as doenças típicas da estação
Arquivo Folha do Oeste

O inverno vai até o dia 22 de setembro, e algumas doenças sazonais (ou seja, comuns de um período de tempo, ou de determinada época do ano) do inverno, tem sintomas em comum com a Covid-19. No entanto, todas elas merecem atenção, pois podem deixar a saúde fragilizada. Elas podem ser doenças respiratórias (enfermidades que atingem os órgãos e as estruturas do sistema respiratório como vias nasais, faringe, laringe, brônquios, traqueia, diafragma, pulmões e alvéolos pulmonares), doenças infecciosas, resfriados, alergias, entre outras.

De acordo com o médico Maurício Piacetini atuante em São Miguel do Oeste, o fato das doenças serem parecidas com a Covid-19 causada pelo novo Coronavírus, fez com que a Saúde se preocupasse, no início da pandemia em vacinar as pessoas contra a gripe (influenza) por isso a campanha foi antecipada e aconteceu para uma porcentagem maior do que para anos anteriores.

A campanha para a vacinação contra a gripe ainda está em andamento, e de acordo com Leandra Mortari, responsável pelo Setor de Vacinas de São Miguel do Oeste, a imunização vai até o dia 30, nesta terça-feira. Segundo ela, o setor recebeu este ano 15.269 vacinas das 16.631 que estavam previstas e até esta sexta-feira, dia 26, havia sido aplicadas mais de 12 mil doses.

Doenças do inverno, como informa Piacentini, são na maioria virais: resfriados comuns e gripes. Mas também podem ser pneumonias bacterianas, que atingem crianças e adultos. De acordo com o profissional, imunossuprimidos e pessoas que já tem problemas pulmonares devem lembrar que nesta época a piora destas doenças é mais intensa. Também devem estar alertas pessoas que tem enfisema pulmonar, bronquite crônica, enfisema, asma entre outras. Neste período do ano o médico também alerta que há uma maior chance de a doença descompensar, ou seja, apresentar sintomas e necessitar internação hospitalar e tratamentos mais intensos.

Os sintomas em um primeiro momento, não são possíveis de diferenciar dentre uma e outra, todas têm sintomas em comum como febre, falta de ar, dor no peito, entre outros. A evolução que vem a ser diferente com o passar da doença, e em alguns casos evoluem com mais gravidade que outros menos graves, como o resfriado comum. A questão do distanciamento e o uso da máscara ajudam na prevenção não só de Covid-19 como também outras infecções causadas por vírus, que são comuns nesta estação. Também é necessário manter a higiene e evitar contato físico e aglomerações.

IMUNIDADE 

Com o surgimento da pandemia, principalmente no começo dela, por se tratar de uma novidade, algumas discussões se tornaram comuns em conversas cotidianas. Uma delas foi em torno da imunidade, e assim, surgiram diversos boatos a respeito de alimentos que prometiam elevar a imunidade natural do ser humano para doenças. O médico Piacentini desmente esses boatos, e afirma ainda que a maioria dos alimentos "milagrosos" são mitos. E , segundo ele, que para manter a imunidade é necessário manter uma alimentação saudável no geral. 

A imunidade é o mecanismo de defesa do organismo contra substâncias estranhas, entre elas vírus e bactérias. São processos de defesa e manutenção do equilíbrio e bom funcionamento do organismo. Ela pode ser classificada de diversas formas, dentre elas: a imunidade inata, presente em indivíduos saudáveis; e a imunidade adquirida, que ocorre após contato com um agente invasor e é específica contra esse agente.

A alimentação, portanto, é fundamental. É necessário lembrar de ingerir legumes, verduras, cereais, alimentos, ricos em vitaminas e sais minerais. Comer saudável ajuda a nossa saúde de uma forma geral assim como também ajuda o sistema imunológico. Estar bem nutrido e hidratado faz com que o corpo trabalhe melhor. "Não tem nenhum alimento milagroso", reforça Piacentini.

Além disso, ingerir bastante água e fazer atividades físicas o ano inteiro, não somente para a imunidade, mas também para a preservação da saúde, garante maiores chances de chegar a velhice de forma saudável e nesse sentido o médico coloca que "saúde é como uma poupança, quem economiza tem", afirma o profissional.

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