Crestani contrapõe afirmações da presidente dos comerciários

O presidente do Sindicomércio, Francisco Crestani, rebateu nesta semana as afirmações da presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio, Ivanir Reisdorf, que, em entrevista na edição do último sábado, dia 5, no Folha do Oeste, alegou que as entidades só não têm acordo porque o sindicato patronal não tem vontade de fazer acordos. “Nós temos propostas e estamos abertos à negociação há varias anos”, citou Ivanir. A matéria tratava do acordo realizado entre o Sindicomércio, que reúne os patrões, e o Sindicato dos Empregados, quanto ao reajuste salarial do comércio regional, além do impasse entre os sindicatos quando o assunto são os denominados “Sábados C”.
Para complementar e esclarecer, o sindicato que reúne os patrões apresentou uma proposta ao Sindicato dos Empregados em maio de 2010 e se mostrou disposto a negociar os horários do comércio durante os sábados. Nesta semana, o empresário e presidente do Sindicomércio, Francisco Crestani, procurou o Folha do Oeste para expor sua posição no problema em questão.
Na ocasião, Crestani argumentou que em maio de 2010 foi protocolada uma proposta com a própria presidente do Sindicato dos Comerciários, onde se propunha a abertura do comércio em dois sábados à tarde. “Porém, apenas em setembro o sindicato nos procurou e disse que não aceitaria a proposta. Com essa atitude, consumidores estão indo comprar em municípios como Chapecó, onde o horário do comércio é livre, e Francisco Beltrão (PR), onde o horário comercial é das 6h até as 22h, de segunda a sábado”, afirma.
Ele também frisa e exemplifica que, segundo a convenção efetuada pelo Sindicato dos Empregados de Chapecó, o comércio por lá só é fechado quatro dias por ano. “Nosso comércio se indigna porque tem que respeitar todos os feriados e ainda ter horário reduzido, como quer o Sindicato dos Empregados daqui”.
O presidente do Sindicomércio ainda questiona se o horário do comércio em São Miguel do Oeste só vai mudar a partir do momento em que empresas de grande porte se instalarem no município. Ele destaca ainda que “os funcionários não vão trabalhar mais horas e sim continuar respeitando as 44 horas determinadas pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), o que provocaria a ampliação de vagas no comércio”, cita Crestani.

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