CASO RESPIRADORES

CPI: Servidores dizem que Marcia é responsável

CPI: Servidores dizem que Marcia é responsável
Bruno Collaço/Agência AL

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) criada na Alesc (Assembleia Legislativa de SC) para apurar a compra dos 200 respiradores da Veigamed ouviu mais dois servidores da Secretaria de Estado da Saúde nesta terça-feira, dia 16. Participaram como testemunhas o coordenador do Fundo Estadual da Saúde, José Florêncio da Rocha, e a técnica administrativa Débora Brum.

Nesta sessão, estava prevista participação de representantes da Veigamed. Fábio Deambrósio Guasti, que realizou a negociação em nome da empresa, informou por meio de advogados que não participaria da oitiva - ele está preso. Pedro Nascimento Araújo, outro representante da Veigamed também convocado, está foragido.  

O primeiro a ser ouvido foi José Florêncio. Segundo ele, quando existe uma autenticação da nota fiscal, há uma obrigatoriedade do setor financeiro em pagar a quantia empenhada. "A autenticação deu-se pela senhora Márcia [Regina Geremias Pauli, ex-superintendente de Gestão Administrativa]. Ela deu certificação", disse.  

"Quando alguém autentica uma nota fiscal, se cria um compromisso com o fornecedor", disse. Segundo ele, quando Márcia deu aval para seguimento do processo, autorizou automaticamente o pagamento. "Se ela não faz, não existia pagamento", acrescentou.  

A versão dele é muito próxima da do ex-secretário de Saúde, Helton de Souza Zeferino. O ponto discordante é a ciência sobre a previsão de pagamento antecipado. Helton diz que não sabia, porque não estava no processo. José diz o contrário: "se ele homologou, sabia que era antecipado", afirmou.  


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