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CPI dos respiradores envia questionamentos a Moisés
A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) criada na Alesc (Assembleia Legislativa de SC) para apurar a compra dos 200 respiradores da Veigamed enviou nesta quarta-feira, dia 8, 15 questionamentos ao governador Carlos Moisés da Silva. Por decisão do Executivo, Moisés responderá as perguntas por escrito, um privilégio dado a chefes de Estado.
O principal ponto dos questionamentos é quanto à ciência de Moisés sobre a compra dos respiradores. Os parlamentares querem saber o quão interado ele estava sobre todo o processo.
Moisés foi citado na investigação, o que fez o caso subir de instância. No dia seguinte, um empresário investigado, responsável pelas mensagens que citam o governador, disse que "nunca teve contato" com ele.
O governador é enfático no seu posicionamento desde o início das investigações. Disse que sabia que o Estado estava comprando respiradores, pois eles são necessários no combate à Covid, mas que não sabia do processo administrativo que estava acontecendo.
O governador tem 17 dias para responder. "Embora a Legislação lhe conceda prazo maior, solicitei atenção especial do governador no sentido de que possa colaborar com a agilidade dos trabalhos da CPI e entregar as respostas no prazo de sete dias úteis, a contar do recebimento", observou o relator, deputado Ivan Naatz (PL).
"A soma dos depoimentos até aqui e o cruzamento das informações já permitem um desenho do relatório e as responsabilidades de cada um neste processo embora a cúpula do governo alegue isenção de culpa e desconhecimento", acrescentou o deputado.
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