Cooperativa cobra publicamente dívidas

Cooperativa cobra publicamente dívidas
Folha do Oeste - Corassa (dir) afirma trabalhos feitos precisam ser pagos

Imbróglio entre cooperativa e prefeitura de São Miguel parece longe de uma solução

A polêmica desencadeada na véspera das eleições municipais em São Miguel do Oeste entre a Cooperativa Mista de Profissionais Autônomos e Comércio de Materiais (antiga Cooperaestec) e a prefeitura de São Miguel do Oeste, onde o presidente Ivan Corassa fez graves denúncias de corrupção na administração do município, teve mais um capítulo nesta semana.

Na manhã de quarta-feira, ele e mais alguns funcionários da cooperativa protocolaram um documento com sete pedidos e acamparam na frente da prefeitura como forma de exigir o pagamento por serviços prestados em obras do Poder Executivo Municipal. Segundo Corassa, esta foi uma maneira de tentar cobrar o que a prefeitura deve, em valores de obras e também de documentação. “Precisamos destes recursos para colocar nossas contas em dia e pagar nosso pessoal. A maioria está passando necessidades, ninguém consegue trabalhar por estar envolvido nessa situação. Fizemos essa manifestação pacífica, tem processos correndo na Justiça, mas o dinheiro precisamos receber”, alegou.

Segundo ele, a prefeitura ainda está aplicando multas na cooperativa alegando que algumas obras foram abandonadas. “É o município que deve para nós e não o contrário. Vamos respeitar as leis, mas precisamos receber nossos valores de direito, pois não estamos mais conseguindo sustentar nossas famílias”, reafirma.

Corassa revelou que a prefeitura deve à cooperativa valores de seis obras, inclusive algumas ainda dependendo da medição de engenheiros. Ele relatou que a cooperativa acabou sendo negativada pela prefeitura e por isso obras concluídas em Bandeirante e Guaraciaba, que estão com os recursos garantidos, não podem ser recebidos. “Isso é uma represália à nossa cooperativa, pois eles não respeitam leis, não cumprem com a palavra. Apenas trabalhamos e queremos receber. Temos recursos para receber de uns trabalhos no Parque Rineu Gransotto, feitos ainda em 2011, dos abrigos de passageiros, dois calçamentos, Centro dos Idosos, além das casas populares”, ressalta.

PANDOLFO: “DÍVIDA É DA COOPERATIVA”

Na mesma manhã, a assessoria jurídica da prefeitura, através do advogado Adilson Pandolfo, convocou uma coletiva para dar a versão do Executivo sobre o protesto.
De acordo com o advogado, durante o protesto, Corassa recebeu uma notificação de um oficial de Justiça sobre as últimas rescisões de contrato. “A comunidade precisa saber que a prefeitura nada deve à Cooperastec e ele não está conseguindo a negativa porque os contratos foram rescindidos de forma unilateral, e com isso foram aplicadas multas, resultando em débitos consideráveis ao município”, alega.

Na coletiva, Pandolfo disse que a Cooperastec tinha ainda quatro contratos em vigência e, destes, um sobre a construção de abrigos de passageiros foi cumprido, mas os outros sobre calçamento no Vila Nova, em alguns bairros e também a reforma do Centro de Convivência de Idosos foram rescindidos. “O município pagou, integralmente, ainda no mês de julho, todos os laudos daquilo que foi executado. Como a cooperativa não retomou os trabalhos, o município notificou, buscando o reinício das obras que seguiram paralisadas. Por isso foram rescindidos os contratos e aplicadas as penalidades em multas, suspensão dos direitos de contratar com o município por cinco anos. Eles só receberão as certidões após quitarem essas multas”, ponderou.

Ainda segundo Pandolfo, se a cooperativa tivesse recursos a receber, estes deveriam ser depositados numa conta da Justiça do Trabalho, em razão das dívidas trabalhistas que a cooperativa tem com funcionários.

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