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Contraproposta de militares prevê reajuste de 22%
A Aprasc (Associação de Praças de Santa Catarina) entregou à Secretaria de Estado de Administração na manhã desta segunda-feira, dia 2, a contraproposta de reajuste salarial para a categoria. Os praças disseram não à proposta final do governo de 17,5%, anunciada na semana passada. Antes disso o Executivo havia oferecido 12,5%.
A entidade quer a inclusão da inflação de 2020. Pelos cálculos da instituição, os 22% são fruto dos 17,5% de perda salarial entre 2016 e 2019 mais 4,5% previsto para a inflação de 2020. Os percentuais são médios e atingem a categoria de forma diferente, de acordo com cada graduação.
Além disso, os profissionais querem alongamento dos prazos. Pela proposta do governo, o reajuste seria concedido em quatro parcelas até 2022. Na contraproposta, a entidade pede que o Executivo conceda duas parcelas em 2020, mais duas em 2021. Pela projeção, todo o reajuste seria ofertado até outubro do ano que vem.
Na proposta, a Associação incluiu ainda a previsão de alteração na carreira do praça. Entre as mudanças propostas, estão a reserva de vagas para militares de Santa Catarina em cursos de oficiais, inclusão de cursos via Educação a Distância, e facilitação para aumento da graduação.
A Secretaria de Administração já admitiu a discussão da carreira, mas deve deixar a negociação para depois do acerto salarial. Pela proposta da Aprasc, o salário de um soldado de 3ª classe passaria de R$ 2,8 mil para R$ 5,9 mil em dois anos. Um cabo, por exemplo, pularia de R$ 5,3 mil para R$ 9,1 mil. Já um 1º sargento teria aumento de R$ 8,6 mil para 15,9 mil.
Além da Aprasc, outras duas entidades entregaram uma contraproposta. A Associação de Oficiais Militares de Santa Catarina pediu 17% de ganho real, mais encurtamento do prazo até setembro de 2021.
A Secretaria de Administração dará resposta ainda nesta segunda, em reunião marcada para às 16h.
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