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Conta de luz sobe 24,8% no extremo oeste, e pode subir mais em 2015
No país, a média da alta na conta de luz é de 23,4%. Isso porque a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) autorizou, nesta sexta-feira, 27, uma revisão extraordinária das tarifas de energia de 58 distribuidoras. Ao todo, o Brasil tem 63 distribuidoras de energia elétrica. O novo aumento vale a partir desta segunda-feira, 2 de março.
Ainda está previsto para 2015 um reajuste ordinário que é autorizado pela Aneel uma vez por ano. As revisões extraordinárias, como essa da última sexta-feira, são um aumento extra, aplicado apenas quando há risco de desequilíbrio nas contas das distribuidoras.
Entre as 58 empresas de distribuição autorizadas a aumentar a tarifa, está a Calesc, que atende à região extremo oeste de Santa Catarina. O aumento na tarifa desta região será de 24,8%.
A revisão aprovada nesta sexta vai permitir que as distribuidoras arrecadem, de imediato, recursos para cobrir custos com a compra de energia de Itaipu, novos contratos de suprimento de eletricidade firmados em leilões recentes, além de ações do governo financiadas pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).
O CDE de 2015 foi aprovado também na sexta-feira. Esta Conta é fundo para o setor energético do Brasil que visa melhorias da infraestrutura no setor como construção de usinas eólicas, investimento em energia provindas da biomassa construção de usinas hidrelétricas que permitam oferecer um serviço de energia elétrica competitivo para os estados. Este ano a determinação é que o fundo arrecadará R$ 22,06 bilhões. O dinheiro vai financiar, entre outras ações, o programa Luz para Todos, o subsídio à tarifa de famílias de baixa renda, combustível para usinas termelétricas do Norte do país e o pagamento de indenizações a empresas.
Pela regra, as distribuidoras deveriam bancar essas contas para, depois, serem ressarcidas no reajuste anual, mas elas alegam não ter recursos. Ou seja, essas despesas bilionárias já seriam repassadas aos consumidores, mas com a revisão extraordinária, isso ocorre antes. A arrecadação dos R$ 22,06 bilhões será feita ao longo de 2015.
BANDEIRA VERMELHA MUDA DE R$ 3 PARA R$ 5,50
A Aneel também anunciou a alta no valor da taxa extra da bandeira tarifária. A bandeira vermelha que era de R$ 3 passou para R$ 5,50 por 100 kWh (quilowatts-hora). Quase o dobro. Esses valores também passam a valer a partir desta segunda-feira.
A bandeira vermelha é utilizada pelo setor quando há aumento no custo de produção de energia no país. Este aumento ocorre quando as usinas hidrelétricas não conseguem suprir a demanda de eletricidade do país, obrigando o governo a ligar as termoelétricas que são movidas por qualquer produto que gere combustão e, desta forma, calor como óleo diesel, gás natural, urânio enriquecido e carvão natural.
Já no caso de bandeira amarela, que sinaliza que a produção de energia está um pouco mais cara, taxa extra aplicada passa de R$ 1,50 para R$ 2,50 (+ 66,66%). Não houve alteração em relação à bandeira verde, que sinaliza que não há custo adicional para produção de eletricidade e, portanto, não é aplicada a taxa extra.
PRESIDENTE FALA
A presidente Dilma Rousseff esteve nesta sexta-feira em Santa Vitória do Palmar-RS participando de uma cerimônia de inauguração do Parque Eólico de Geribatu. Segundo ela, em depoimento registrado pela tevê estatal brasileira NBR, os aumentos nas contas foram causados pela crise hídrica que assolou o sudeste do país. A presidente ainda defendeu o consumo racional de energia e disse que é preciso buscar o “desperdício zero” para garantir a segurança econômica do Brasil.
"Eu quero explicar que os aumentos nos preços da energia são passageiros. Eles estão em função do fato que o Brasil enfrenta a maior falta de água dos últimos 100 anos. Isso não significa que nós vamos ter qualquer problema sério ou mais sério na área de energia elétrica", explicou.
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