Como o afeto pode melhorar a educação?

Como o afeto pode melhorar a educação?
Folha do Oeste - Na Escola Emma Balke, atividades que abordam a afetividade resultam em uma boa convivência escolar

Profissionais garantem, comportamentos positivos resultam em boas relações sociais e contribuem no processo de ensino/aprendizagem

Qual o poder das palavras positivas, de um abraço ou de um elogio? Imensurável quando se trata da educação e aprendizagem. Nesta edição, iniciamos uma série de reportagens sobre como melhorar a qualidade da educação, começando pela importância e influência das relações afetivas. A afetividade está presente na vida do ser humano em todos os momentos e desempenha um importante papel para o seu desenvolvimento e em suas relações sociais e humanas. De acordo com a professora universitária e psicóloga Angela Maria Bavaresco (CRP-SC 12/01262), a criança que possui uma boa relação afetiva é mais tranquila, segura, tem interesse para adquirir mais conhecimentos, e o resultado disso é um bom rendimento escolar.

Mas como desenvolver essa relação? É aí que o trabalho conjunto entre escola e família é fundamental. Por meio da afetividade, o professor tem grande influência no resultado da educação dos seus alunos, por meiodos seus sentimentos, intenções e valores, sendo que o respeito, a amizade e a compreensão devem estar envolvidos neste processo. “A relação dos professores com os alunos vai facilitar na educação e na aprendizagem. É preciso muito diálogo e tratar as crianças com limites e disciplina - isso também é afeto. Isso vai fazer com que a criança entenda o colega, e que cada um tem sua opinião”, explica a psicóloga, pois, de acordo com ela, educar não significa apenas repassar informações e teorias, educar é também ajudar o aluno a tomar consciência de si mesmo e da sociedade em que vive.

Para facilitar o processo de construção da relação afetiva, Angela destaca que é fundamental que os educadores conheçam as diferentes fases do desenvolvimento humano. “Os professores precisam entender as emoções das crianças. Conhecer a estrutura familiar dos alunos e destinar tempo e atenção especial ao lado afetivo.

Porém a afetividade não deve ser estimulada somente na escola. Deve ser uma ação interligada entre educadores e a família. Os sentimentos positivos devem partir de casa, e ter sequência na escola. E neste sentido, é importante que os pais estejam mais presentes na sala de aula. Muitas crianças recebem poucos elogios, tanto da família como na escola, e isso reflete de maneira negativa durante o seu crescimento. É preciso valorizar todas as conquistas dos alunos. Que os pais estejam na escola, não somente quando são chamados por alguma reclamação do comportamento dos filhos, mas para saber a evolução deles e, sempre que possível, elogiar”, aponta.

Em casa, a relação de afetividade se fortalece com o diálogo, o tempo dedicado à família e ao estímulo de novos conhecimentos e brincadeiras. “A infância é uma fase única e os pais precisam aproveitar bem este momento ao lado do filho, se permitir a afetividade em família. A criança que recebe afeto vai dar mais afeto consequentemente. Será uma criança mais amável e menos agressiva”, destaca a psicóloga. No entanto, a profissional ressalta que é importante mostrar limites, não ser tão flexível, mas também nem tão rígido. A educação se faz com respeito e não por ameaças ou medo. “Não minta, nem prometa coisas que não pode cumprir, pois isso pode prejudicar o relacionamento afetivo da família”, alerta a profissional.

BONS RESULTADOS COMPROVADOS

Não há limites para os que querem atingir os objetivos Anterior

Não há limites para os que querem atingir os objetivos

Próximo

Vereadores de situação serão maioria na região

Deixe seu comentário