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Coleta seletiva deve ser estendida para todo o município
Projeto piloto desenvolvido no Jardim Peperi será ampliado no ano que vem
A separação do lixo para a reutilização dos materiais como forma de agregar renda a famílias e de contribuir para a preservação do meio ambiente é uma solução emergente adotada pelos municípios, com maior efetividade nos últimos anos.
Em São Miguel do Oeste, um projeto piloto foi iniciado neste ano. A partir de uma iniciativa da Aurora Alimentos, que busca desenvolver lideranças, uma equipe de funcionários embasados no tema sustentabilidade resolveu promover a coleta seletiva do lixo no bairro Jardim Peperi, próximo de onde a empresa está inserida.
Reuniões de divulgação e conscientização foram realizadas com os moradores para que, depois, os coletores da Acomar (Associação de Coletores de Materiais Recicláveis) e da Cooperativa Sagrada Família, com o auxílio da prefeitura, assumissem a coordenação do projeto.
De acordo com a presidente da Acomar, Justina Pereira da Luz, os moradores do bairro estão conscientes e fazem a separação correta dos materiais que podem ser reciclados. Somente algumas questões pontuais, de lixo misturado, foram verificadas.
A coleta é feita às segundas-feiras e sextas-feiras, a partir 9h, com exceção dos dias de chuva e tem facilitado a vida dos coletores. Segundo a presidente da associação, o lixo é carregado no caminhão cedido pela prefeitura e levado até a central de triagem próxima à Vila Nova II. “Já pensou a gente subir esses morros com os carrinhos carregados”, diz.
Por outro lado, ela adianta que a quantidade de material aumentou um pouco. “Recolhemos duas cargas de caminhão toda semana no bairro”, cita, acrescentando que desde que as 18 famílias estão atuando no novo galpão de triagem já foram entregues três cargas de material reciclável para a comercialização.
Para o secretário de Planejamento da prefeitura de São Miguel do Oeste, Adair Bernardi, a iniciativa tem dado certo. “O desafio agora é ampliar para todo o município”, comenta, indicando que as conversações para isso já foram iniciadas. “Estamos tentando envolver as empresas de cada bairro e do centro no projeto”. O objetivo é no sentido de que elas desempenhem papel semelhante ao da Aurora no Jardim Peperi. Mesmo assim, a equipe da empresa se dispôs a prestar auxílio para a expansão da iniciativa.
EXPANSÃO EM 2013
A intenção de estender a coleta seletiva do lixo para os demais 14 bairros e para o centro da cidade existe, mas, segundo o secretário, dificilmente poderá ser colocada em prática este ano. Então, o trabalho será encaminhado para ter continuidade em 2013, com a nova administração.
Além da necessidade de mobilização das comunidades, a falta de coletores e de um local adequado para fazer a triagem de todo o lixo da cidade se tornam empecilhos neste ano. “Não pudemos fazer nenhuma doação porque era ano eleitoral. O terreno e o galpão ainda estão em nome da prefeitura, mas no ano que vem poderão ser passados para a associação”, esclarece Bernardi.
Essa ação é necessária para que a Acomar possa construir o segundo galpão no terreno. “Já temos R$ 250 mil da Funasa garantidos para a construção”, afirma Justina, que cita ainda a viabilização de mais uma mesa de triagem, uma empilhadeira, uma prensa e um picotador, por meio do Banco do Brasil.
Com a proposta de coleta seletiva em todo o município, a presidente da associação pretende contratar mais coletores. “Quero chegar de 50 a 70 catadores no ano que vem”, frisa, ao dizer que isso não foi possível em 2012 porque quis comprometer a renda das famílias, já que no final do ano há dificuldades em vender o material.
Para o próximo ano, além de absorver parte da mão de obra existente na Vila Nova II, Justina revela a pretensão dos coletores em fazer um escritório na central de triagem e gostariam de ter um caminhão para uso exclusivo na coleta de lixo.
Coletores fazem seleção dos materiais na central de triagem
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