Clima foi tenso na paralisação dos caminhoneiros nesta manhã

Clima foi tenso na paralisação dos caminhoneiros nesta manhã
Tiago Rosário

Há 3 dias parados no trevo de acesso às BRs-282, 163 e à SC-163, os motoristas em greve parecem mais exaltados. Sem respostas diretas do Governo Federal e sem muitas perspectivas de desfecho para o movimento, o nível de estresse aumentou entre os manifestantes.

Na manhã deste sábado, o deputado estadual Maurício Eskudlark foi ao local e se pronunciou sobre o assunto. Disse que, devido a uma matéria no Jornal da Globo, o objetivo do movimento já teria tido resultado. Segundo o deputado, alguns caminhoneiros mais angustiados assimilaram a informação de forma equivocada e quiseram ir embora, o que causou desentendimento entre os grevistas. Os ânimos ficaram exaltados. Os motoristas que ligaram o motor de seu veículo foram impedidos de seguir viagem. Eskudlark teve que se explicar ao microfone (veja no vídeo abaixo).

 

LEITE E RAÇÃO

Outro desentendimento foi com relação aos caminhões carregados de leite e ração. Os agricultores da região, representados pelo presidente da Associação Três Fronteiras, Joel de Moura, entraram em acordo com os organizadores da paralização e prometeram aderir ao movimento grevista. Moura pediu para que fossem liberadas essas cargas. O leite que seguiria viagem até as indústrias leiteiras da região não pode ficar por muito tempo parado nos caminhões sob o risco de estragar. Já a ração têm de chegar às propriedades para a alimentação de animais como frango, porco e boi.

O pacto estava apalavrado com as lideranças do movimento. Mas um grupo de motoristas mais exaltados se rebelaram contra o acordo. Segundo eles, o prometido pelos agricultores era que viriam, ao menos, 50 agricultores e alguns tratores e colheitadeiras para se juntarem à paralização. A adesão foi baixa e cerca de 30 agricultores apenas apareceram no local até o meio-dia deste sábado. Tratores foram 9. Joel de Moura se justificou dizendo que os ruralistas foram pegos de surpresa pelo movimento. Explicou que não é fácil mobilizar todo setor em tão curto tempo. Ao microfone, Moura pediu a compreensão dos grevistas e sensibilidade para deixar as cargas passarem.

Outro motorista, que participava do grupo insurgente, rebateu e justificou que ali tinham caminhões carregados de carne, sorvete e outros produtos que também estavam sendo estragados, e rebateu “minha carga vale 3 vezes mais do que esse leite aí no caminhão de vocês!”. Não teve outro jeito. Os produtos não foram liberados.

No início da tarde, os produtores rurais ameaçaram abandonar o protesto caso aquelas cargas não fossem liberadas. Houve muito bate-boca e no meio da tarde de sábado os caminhões carregados de leite e ração puderam seguir viagem.

 

À ESPERA DE UMA RESPOSTA

O movimento ainda espera uma resposta do governo. Os deputados estaduais Maurício Eskudlark e Mauro De Nadal estiveram no local e prometeram levar até Brasília as reivindicações dos manifestantes. Eskudlark inclusive encomendou um vídeo da paralização para levar à Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Enquanto isso os motoristas ficam no aguardo.

Assista ao vídeo com os momentos mais tensos da manhã deste sábado:

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