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Cidades do extremo oeste catarinense seguem fora das rotas aéreas
Enquanto não terminam as obras do Aeroporto Internacional Afonso Pena em Curitiba, a Brava Linhas Aéreas fica impedida de decolar rumo a SMOeste
Há exatos 75 dias (completados hoje, dia 24), pousava, pela primeira vez, na pista do Aeroporto Regional Hélio Wasum a aeronave da Brava Linhas Aéreas. De lá para cá, conforme a representante da empresa, Rosimeri De Paula, foram realizados apenas dois voos - sendo que um deles foi justamente o da inauguração, no dia 10 de junho.
Ao menos três motivos são apontados para o insucesso das operações aéreas: primeiramente, os voos foram prejudicados pelo forte nevoeiro que atingiu a região do aeroporto por vários dias; depois, a aeronave foi para manutenção, e agora o cancelamento temporário ocorre devido às reformas no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em Curitiba/PR (local de onde decola a aeronave, rumo a São Miguel do Oeste), que passa por alterações visando à Copa do Mundo de 2014.
SERVIÇO GARANTIDO
Mesmo diante destes fatos, não há motivos para alardes ou preocupações. Logo que terminarem as obras no aeroporto paranaense, a empresa deve retomar os serviços. Pelo menos é o que garante o diretor da Brava Linhas Aéreas, Jorge Barouki. Em entrevista, ele disse que a empresa não pensa em desistir das atividades no município, e a linha aérea entre São Miguel do Oeste e Florianópolis continua sendo a prioridade da companhia. Barouki destacou que as atividades devem ser retomadas, provavelmente já no decorrer do próximo mês.
Ele ainda relatou que está sendo estudado um novo horário para pousos e decolagens. No entanto, essa definição dependerá exclusivamente de autorização da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). O pedido, por parte de empresários, da utilização de uma aeronave com capacidade para mais passageiros também está sendo estudado, mas vai depender da consolidação da empresa no município, destacou o diretor.
EM OBRAS
Segundo a Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas), além de Curitiba, ao menos outros sete aeroportos (Foz do Iguaçu/PR, Florianópolis/SC, Recife/PE, Belém/PA, Campo Grande/MS, Rio Branco/AC e Belo Horizonte/MG) também passam por reformas de manutenção de pista, o que consequentemente afetará, em alguma intensidade, o transporte aéreo de certas regiões do Brasil.
CONSTATAÇÃO
Diante destes percalços, fica evidente que em caso de condições climáticas adversas, como neblina e chuvas fortes, por exemplo, ou mesmo possíveis futuras obras aeroportuárias, o transporte aéreo em São Miguel do Oeste ficará comprometido. Porém, o consumidor não virá a ter prejuízos financeiros, já que a empresa garante, em caso de impossibilidade de voos, devolver o dinheiro ou remarcar a data da viagem. Além de São Miguel do Oeste, apenas Itapiranga e Dionísio Cerqueira possuem aeroportos, mas ambos estão com estruturas precárias e impedidos pela Anac de operarem devido às arriscadas condições de segurança. Confira um breve histórico sobre esses aeroportos municipais, que futuramente poderiam operar auxiliando os voos em São Miguel do Oeste.
Aeroporto Municipal de Dionísio Cerqueira
Dionísio Cerqueira possui um Aeroporto Municipal desde meados da década de 1980. Com uma pista asfaltada, de 1.500 metros de comprimento por 18 de largura, o aeroporto, conforme o secretário de Administração, Ariel da Silva, está desativado para uso devido às condições precárias de segurança. “Estamos trabalhando para tentar a liberação da Anac para pousos e decolagens. Temos garantia do governador na liberação de R$ 100 mil para obras no local”, destacou Silva.
Situado na linha Jacó Maré, o Aeroporto Municipal de Dionísio Cerqueira precisa de reparos na pista e de uma recuperação na estrutura que cerca o local. Segundo moradores das proximidades, a área do aeroporto frequentemente sofre a invasão de pessoas não autorizadas e de animais. “A recuperação da cerca é importante, pois animais como novilhas adentram naquele espaço. Além disso, precisamos pintar as faixas de pista de pouso e de estacionamento, e dar uma recuperada na pista”, disse o secretário.
“Estamos elaborando um plano para recuperação do aeroporto. Os aeroportos em geral trazem desenvolvimento para a região. Se pudermos operar com a mínima capacidade já será um passo importante”, finaliza.
Aeroporto Municipal de Itapiranga
Itapiranga possui um aeroporto desde maio de 1975. Coincidentemente, também chamada de Aeroporto Hélio Wasum. O local hoje está completamente abandonado, a pista de chão batido praticamente não existe mais. Contudo, o local está cogitado a passar por reformas. A afirmação é do prefeito Milton Simon.
Inativado há mais de 10 anos, o prefeito destaca que o local chegou a ser cogitado para dar lugar a uma área industrial. Contudo, em discussões mais amplas, optou-se pela reativação do mesmo. Há cerca de um mês, os membros do Conselho de Desenvolvimento Municipal de Itapiranga estiveram reunidos com um engenheiro da Aeronáutica. O profissional explicou ao grupo o que fazer com o aeroporto para não deixá-lo sem uso.
Primeiramente, é preciso limpar o espaço e mantê-lo em boas condições. “Também precisamos cercar a área, para que possam pousar aviões de pequeno porte. Isso deve acontecer a partir do próximo ano. Nosso objetivo não é oferecer voos regulares, até porque nossa região não comporta. SMOeste, que é bem maior, já sente dificuldade em manter a atividade. Mas queremos, sim, utilizar o espaço para pouso de aviões de pequeno porte. Itapiranga tem grandes empresas, e reativar o aeroporto é uma ação necessária e importante”, explica.
Chapecó é a opção
Enquanto as atividades no Aeroporto Regional Hélio Wasum, de São Miguel do Oeste, seguem paralisadas, a opção para quem deseja utilizar o transporte aéreo continua sendo o Aeroporto Serafim Enoss Bertaso, que fica a quase 130 quilômetros de distância da cidade polo do extremo oeste catarinense.
Inauguração do aeroporto Hélio Wassun ocorreu no dia 10 de junho
Aeroporto Municipal de Dionísio Cerqueira
Aeroporto Municipal de Itapiranga
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