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Chuvas deixam região em situação de emergência
Palma Sola, Guaraciaba, Descanso, Guarujá do Sul e SMOeste decretaram situação de emergência em função dos estragos causados pela chuva
Ruas e casas alagadas, bueiros destruídos, deslizamentos, estradas rurais sem condições de tráfego e pontes submersas. Estas são algumas das consequências das fortes chuvas que atingiram praticamente toda a região extremo oeste desde a última semana. Em São Miguel do Oeste, a Administração Municipal reuniu a Comissão Municipal de Defesa Civil na tarde de quinta-feira, dia 14, e representantes de várias entidades. Considerando os prejuízos causados no município, foi emitido o decreto nº 7.663/2013.
Segundo o secretário de Administração, Adair Orso, os prejuízos e danos verificados em diversas residências foram apresentados pelas secretarias de Desenvolvimento Urbano, Agricultura e Infraestrutura. Os dados apontam estragos na rede de esgoto, nas estradas da cidade e do interior, em pontes, bueiros, lavouras e tubulações.
Na área rural, 80% das estradas gerais estão danificadas, sendo que o volume de chuva registrado na região ultrapassou 400 milímetros, o maior registrado desde 1975. Na próxima quarta-feira, dia 20, está marcada mais uma reunião, onde as equipes apresentarão relatórios, documentos e fotos comprovando as situações apontadas.
GUARACIABA
Nesta semana, em reunião com os membros da Defesa Civil, o prefeito de Guaraciaba, Roque Meneghini, decretou situação de emergência no município. Segundo levantamento feito na cidade, estradas, pontes, pontilhões foram severamente danificados, ainda houve entupimento de bueiros, destruição de plantações e falta de energia elétrica. Segundo dados extraoficiais, choveu cerca de 300 milímetros nos últimos cinco dias no município, sendo que a média mensal, conforme a Epagri, é de 175 milímetros.
PALMA SOLA
Outro município que decretou situação de Emergência, após reunião com o Conselho de Defesa Civil, foi Palma Sola. Conforme o prefeito, Domingos Locatelli, o decreto foi elaborado em razão dos inúmeros estragos causados pela chuva. Segundo o secretário da Agricultura, Edenilso Zuanazzi, os maiores danos foram em estradas, pontes, bueiros, contaminação da água, além da erosão do solo e das lavouras afetadas nas margens dos rios. De acordo com o secretário, os prejuízos contabilizados chegam a aproximadamente R$ 1 milhão.
GUARUJÁ DO SUL
Em Guarujá do Sul, o prefeito José Carlos Foiatto confirmou que o município decretou situação de emergência. Segundo ele, a intensa chuva registrada deixou trechos da cidade e interior com inúmeros prejuízos. Foiatto lembra que a prefeitura já havia restaurado boa parte das estradas do interior do município e, com a enxurrada desta semana, todas ficaram novamente em situação crítica.
Durante a enxurrada da última terça-feira, dia 12, algumas casas no bairro Mirasol ficaram alagadas e as máquinas da Secretaria de Obras abriram uma vala para escoamento da água. Depois do ocorrido, o prefeito destacou que é intenção da prefeitura instalar uma tubulação grande no local para que a população não volte a sofrer com enchentes. O município também teve grandes prejuízos na agricultura, onde lavouras foram alagadas.
SÃO JOSÉ DO CEDRO
Em São José do Cedro, foram registrados problemas no centro da cidade e em diversos bairros como São Cristóvão, Isol e São Domingos. Segundo informações do prefeito municipal, Plínio de Castro, no interior foram constatados diversos danos, principalmente nas estradas e nos acessos às propriedades. Até o fechamento desta edição, os levantamentos dos estragos não haviam sido calculados. Segundo o prefeito, seria necessário aguardar o volume das águas baixar para saber ao certo os estragos efetivos.
Anchieta e Belmonte também foram atingidos pelo excesso de chuvas, contudo os dois municípios já haviam decretado situação de emergência no mês passado, sendo que desta vez apenas os mantiveram.
DESCANSO
O prefeito Hélio Daltoé decretou situação de emergência no município. Segundo ele, as fortes chuvas causaram enormes prejuízos tanto no interior quanto na área urbana. Conforme o prefeito, uma das maiores preocupações da administração é as estradas, que já estavam em situação precária e agora ficaram praticamente intransitáveis. As enxurradas também danificaram cabeceiras de pontes, pontilhões, entupiram bueiros e invadiram lavouras, sendo que em algumas delas ainda havia plantações. Na cidade, algumas casas foram invadidas pelas águas. O Ginásio de Esportes voltou a apresentar problemas com goteiras na quadra. Já no interior do município, algumas famílias chegaram a ficar ilhadas por algumas horas. Segundo dados da Epagri, neste mês já choveu cerca de 500 milímetros em Descanso.
CUIDADOS
Muitas medidas preventivas como não jogar lixo em locais impróprios, não construir em áreas com risco de deslizamento e manter rios e córregos limpos podem ajudar a evitar tragédias, no entanto, mesmo com todos estes cuidados, pelas condições climáticas naturais do planeta, todos estamos sujeitos as intempéries.
Medidas simples podem, no entanto, minimizar prejuízos e evitar grandes tragédias. O bombeiro e agente da Defesa Civil de Anchieta, Renan Tonelli de Castro, explica que quando ocorrem enchentes, tempestades ou vendavais, é importante que as pessoas fiquem em local seguro, sem risco de deslizamentos e desabamentos e ainda que evitem caminhar em locais alagados, pois eles escondem armadilhas como bueiros, buracos e fios da rede elétrica.
Desligar os aparelhos elétricos e não utilizá-los caso estejam molhados também é uma atitude segura. No trânsito, o cuidado deve ser redobrado. “Os motoristas devem evitar dirigir por locais alagados e nunca tentar atravessar pontes que estejam submersas”, alerta. O bombeiro lembra ainda que um cuidado muito importante é evitar o contato com a água da enxurrada, que geralmente é contaminada e pode provocar doenças graves como a leptospirose.
Na área rural de São Miguel do Oeste 80% das estradas gerais estão danificadas
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