Secretaria de Urbanismo inicia cronograma de recolha de galhos em abril |
Chuva atrapalha obras da PCH Salto das Flores
A previsão dos diretores da Central Hidrelétrica Salto das Flores segue sendo o dia 30 de abril para a conclusão das obras no Rio das Flores, localizada em linha Entre Rios, interior do município de Paraíso. Segundo Juca Fiorini, esta é a maior obra de engenharia que está sendo construida no extremo oeste neste momento, encontrando-se agora na fase mais aguda de construção, onde todas as frentes estão num ritmo muito acelerado de execução de obras, mas ultimamente o clima tem prejudicado o andamento das obras. “O clima está muito estranho neste período, pois não esperávamos chuvas frequentes como vem acontecedendo da metade do ano passado para cá. Para nós, o bom seria se não chovesse, para realizarmos as obras com tranquilidade, mas temos que respeitar a natureza”, afirma.
Por este motivo, Juca relata que os cronogramas e prazos da obra vêm atrasando. Ele comenta que, neste momento, ainda se acredita que em 30 de abril deste ano será gerada energia, mas para isso a situação climática precisa dar condição de trabalho. Os equipamentos estão praticamente todos em São Miguel. “O túnel está pronto e estamos nos trabalhos de limpeza. A casa de força vem sendo construída sobre a base de concreto. É um serviço muito dificultoso, mas estamos andando para concluir o projeto na data estipulada ou logo em seguida, mas não muito depois”, informa.
Atualmente, as frentes de trabalho contam com cerca de 250 pessoas, mas esse número já chegou a quase 300. Após a conclusão da perfuração do túnel, cerca de 50 foram dispensados. “Quando a casa de força estiver concluída, o número terá uma leve diminuição e vários operários serão transferidos para a tomada d´água e o barramento na barragem”, comenta Juca.
Até o momento, o diretor revela que a obra vem gastando um pouco acima do previsto. Os investimentos iniciais eram de R$ 40 milhões e a esperança era que com R$ 37 milhões ela estivesse pronta. “Não conseguiremos atingir essa meta e estamos convencidos de que os investimentos cheguem a R$ 42 milhões”, prevê.
Os postes para a transmissão da energia da usina até a estação distribuidora da Celesc em São Miguel também já estão colocados. Eles saem de linha Entre Rios, passando pelas comunidades de Pérola e Campo Salles. “No asfalto que liga São Miguel até Bandeirante, a rede se interliga com as redes das usinas de Bandeirante, que também estão em construção. O ideal seria ligar a energia gerada pela PCH Salto das Flores diretamente para a rede de Paraíso ou Bandeirante, mas a distribuidora não permite”, destaca.
DIFICULDADES
Juca imaginava que a obra fosse executada com mais facilidade, mas alguns obstáculos impediram, como a burocracia e o trabalho com muitas pessoas. Outro ponto foi a importação da mão-de-obra especializada. “A obra é simples, mas necessita de gente que saiba fazer essas coisas simples. Não pode existir falhas nem deixar nada para depois, sob pena de se perder muito dinheiro e tempo. É uma grande luta e que está valendo a pena, porque deixaremos pronto este projeto e vamos concluir a última obra que os nossos pioneiros imaginaram para o desenvolvimento da região de São Miguel do Oeste”, ressaltou.
Com lágrima nos olhos, Juca ficou emocionado durante a entrevista ao Folha do Oeste. Ele lembrou que muitas obras sonhadas pelos pioneiros foram concretizadas, podendo ser citadas a ponte internacional, a BR-282 até Paraíso, a rodovia no lado argentino, os frigoríficos e o Hospital Regional. “A barragem é a última obra e merece um destaque especial. Eu valorizo a visão destas pessoas que fundaram São Miguel nos anos 50 e hoje estamos concluindo o sonho deles. Sem dúvida eles foram muito melhores do que nós”, disse emocionado.









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