Causa ambiental ainda sem solução

Causa ambiental ainda sem solução
Folha do Oeste

Óleo vegetal compromete água de quatro famílias em São Valentim

Famílias ainda sentem o reflexo do acidente ocorrido em maio deste ano, na comunidade de São Valentim, em Descanso. Em 10 de maio, um caminhão bi-trem carregado de óleo vegetal, que seguia no sentido Descanso-Iporã do Oeste, capotou no km 21.Com o acidente, a carga de óleo foi derramada sobre a pista. No local, foi colocada serragem para conter o óleo, porém um grande volume do produto atingiu a propriedade da família Lima. Segundo integrantes, na data, buracos foram feitos para que o óleo pudesse ser enterrado. No entanto, 200 metros abaixo do asfalto existia uma fonte de água, cujo poço abastecia quatro famílias da comunidade. 

De acordo com os moradores, por quatro dias, as famílias fizeram uso da água contaminada. Conforme o proprietário do poço, João Nunes de Lima, essa é a única fonte de água que se tem para todas as necessidades pessoais e domésticas. Entretanto, até que o problema seja resolvido, a prefeitura ficou responsável pelo repasse de água, semanalmente, àquelas famílias. Além disso, os envolvidos utilizam também água de açude para algumas necessidades básicas. 
Conforme o secretário de Obras e Urbanismo de Descanso, Fábio Alexandre Berté, a administração encaminha água para o município, de acordo com a solicitação das famílias. Berté salienta que a rede de água canalizada chega até cerca de 300/400 metros da residência da família Lima. Porém, segundo ele, se a empresa optar por reparar os danos e ressarcir os envolvidos com o repasse de canos, a administração poderá fazer a ligação. O secretário ressalta que a Casan se comprometeu a atender as comunidades de Campinas, Itajubá e São Valentim até o final deste ano, mas isso não ocorreu até o momento. ?Esperamos que esta situação seja resolvida o quanto antes?, afirma. 
Alguns dias após o acidente, profissionais da Polícia Ambiental estiveram no local coletando amostras de água para posterior análise em um laboratório de Blumenau. Segundo profissionais, a análise demorou, mas o resultado foi divulgado e confirmou a poluição do poço, com o óleo vegetal. Com base nisso, foi confeccionado um relatório ambiental e encaminhado para a promotoria pública de Descanso. Segundo a equipe da promotoria, com relação a esse processo foi encaminhada uma carta precatória para Realeza e para Cascavel destinada ao autor e à empresa. Nesta carta precatória consta uma proposta de uma transação penal, na qual oferece-se aos envolvidos reparar o dano que causaram. Agora, só depende deles aceitar o reparo do dano, caso contrário o processo retorna à promotoria e o Ministério Público avalia que medida tomar.
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