CACB classifica como retrocesso a volta da CPMF

Extinta pelo Senado há cerca de três anos, a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) pode retornar. Pelo menos é o que defende a maioria dos governadores eleitos nas eleições deste ano. O principal argumento é o de que o imposto seria destinado integralmente para custear a saúde pública no país.

Em nota, a CACB (Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil) manifestou repúdio com relação à reativação da CPMF, o argumento é de que o Brasil, que tem uma das maiores tributações do mundo, não precisa do imposto sobre o cheque para direcionar verbas para a Saúde.?O imposto sobre o cheque é uma das maiores aberrações do sistema tributário brasileiro?, disse o presidente da entidade, José Paulo Dornelles Cairoli, lembrando que, quando vigorou, não cumpriu seu objetivo de amenizar os problemas da Saúde, ainda mais quando se sabe que, após sua extinção, a arrecadação e a carga tributária continuaram crescendo?. 
O presidente da CACB afirmou estar ?preocupado? com o fato de estar havendo, entre muitos dos novos governadores eleitos, a tentativa de aproveitar a legitimidade dos resultados das urnas para rapidamente aplicar um novo aumento de impostos.  
A CACB luta pelo caminho do corte de gastos supérfluos, da modernização de gestão e menos apadrinhamento político. 
Já a partir desta semana, Cairoli vai liderar, em Brasília, uma mobilização da CACB para fazer pressão no Congresso Nacional contra a reedição do imposto sobre o cheque. O argumento é muito simples, disse: ?não podemos onerar mais o trabalhador, que já é sacrificado pagando em impostos o correspondente a cinco meses de salário, e o empresário, que luta para manter a competitividade de suas empresas para gerar novos empregos e renda?.
 
FECOMÉRCIO
 
A Fecomércio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina) é contra a recriação da CPMF. Para o presidente Bruno Breithaupt, é surpreendente que a primeira pauta discutida no período pós-eleitoral seja a criação de um tributo. ?O governo de transição e a presidente eleita Dilma Rousseff têm que começar o mandato por reformas estruturais e não resgatando impostos já rechaçados pelos brasileiros. É necessário melhorar a gestão, equacionar os gastos públicos, em vez de insistir em aumentar a carga tributária e mais uma vez onerar o contribuinte?, avalia o presidente da Fecomércio-SC.
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