Bom exemplo de pai motiva filho a seguir a profissão de advogado

Bom exemplo de pai motiva filho a seguir a profissão de advogado
Folha do Oeste - ?Conseguimos aliar a experiência do meu pai com as minhas novas ideias para o negócio?, diz Rafael

Egon diz ter muito orgulho do seu primogênito. ?Considero que o Rafael é um advogado nato?

Desde a infância, Rafael Brüggemann foi muito decidido com relação à sua profissão. Sempre dizia a seus pais Egon e Carmen Maria Brüggemann que queria ser advogado e piloto de avião. O segundo sonho não se concretizou, pois o menino resolveu seguir o exemplo de seu pai, que é graduado em Direito. A sucessão familiar está presente na história destes dois homens que atualmente possuem um escritório de advocacia no centro de São Miguel do Oeste.

Egon é graduado desde 1978, cursou Direito na cidade gaúcha de Cruz Alta. Quando terminou os estudos, seu primogênito Rafael tinha quase dois anos. Anteriormente à carreira de advogado, teve um escritório de contabilidade, o qual, após os cinco anos de faculdade, foi vendido para que Egon pudesse atuar como defensor dos direitos dos cidadãos. Seu novo local de trabalho foi construído em anexo à sua casa, e o menino sempre teve acesso ao trabalho do pai.

Os relatos de Egon contam que o filho sempre foi muito interessado em saber sobre seu trabalho e perguntava se podia ir junto às audiências onde seu pai atuava. Claro que Egon não podia levá-lo, mas quando voltava ao escritório seu filho estava sempre lá lhe esperando. O mais engraçado é que o menino se sentava em sua cadeira e dizia que esteve trabalhando enquanto seu pai estava fora. “Sempre voltava e o encontrava sentado na minha cadeira, e quando perguntado sobre o que estava fazendo lá ele dizia que estava trabalhando” lembra rindo o pai.

Com os anos, o sonho persistia nos pensamentos de Rafael. O mais importante é que o pai nunca precisou influenciar em seus estudos, como conta o próprio filho, haja vista que o exemplo do pai sempre foi muito importante para a escolha da profissão. “Meu pai sempre foi um exemplo de profissional para mim, sempre o tive como referência, e quando era criança me imaginava trabalhando como ele”, conta.

Os estudos do Ensino Médio foram realizados no Colégio Energia, em Florianópolis, mas durante as férias Rafael voltava à sua cidade natal para auxiliar seu pai no escritório. Em 2005, começou a graduação em Direito na FURB de Blumenau. Durante o curso, Rafael pôde perceber que tinha escolhido a profissão certa e que queria advogar como seu pai.

A formatura em 1999 foi muito comemorada pela família e no ano seguinte o jovem já estava trabalhando no escritório com seu pai. Para Egon, a sociedade com o filho foi essencial para seu trabalho, pois tinha com quem dividir suas causas e também pela primeira vez teve a experiência de trabalhar com outro profissional. “Atualmente, posso sair tranquilo, pois sei que tem alguém que ficará responsável pelo escritório”, destaca o pai.

O bom trabalho, de acordo com Rafael, só é feito com a junção do conhecimento dele e de seu pai. “Conseguimos aliar a experiência do meu pai com as minhas novas ideias para o negócio. Trabalhamos de forma harmoniosa e assim conquistamos resultados positivos. E o mais importante é que no escritório nos tratamos como colegas”, lembra Rafael.

Quando perguntado sobre a atuação profissional de Rafael, o patriarca fica muito emocionado e diz ter orgulho do filho. “Posso perceber que o Rafael é um advogado nato, ele nasceu para advogar. Fico muito orgulhoso quando encontro alguém conhecido e esta pessoa me parabeniza pelo trabalho de meu filho. Fico muito feliz por ele ter dado continuidade à minha profissão e também por ele ser um profissional bem-sucedido”, diz Egon, o patriarca.

Além de Rafael, o casal Egon e Carmen Maria tem outros dois filhos: Felipe, de 33 anos e Caroline, de 30. O segundo filho também é graduado em Direito, e está fazendo concurso para atuar no Ministério Público e a filha é farmacêutica. Rafael tem um filho de um mês chamado Bruno. Quando perguntado sobre o neto, o avó Egon já diz que espera que Bruno também atue como advogado, pois para o patriarca seria muito prazeroso poder dizer que a família Brüggemann tem três gerações de advogados.

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Edição 1838 (05-06-2013)

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