Barragens em Bandeirante e Belmonte ?podem? começar ainda neste ano

Juntas, as três PCHs gerarão energia para até 10 mil habitantes

No próximo sábado, dia 13 de junho, a Companhia Elétrica Rio das Flores, que construirá três PCHs (Pequenas Centrais Geradoras de Energia) no Rio das Flores, nos municípios de Bandeirante e Belmonte, estará promovendo reuniões públicas com os proprietários de áreas de terras atingidas pelas barragens para prestar esclarecimentos. Em Bandeirante, a reunião será no Salão Evangélico, às 10h30, e em Belmonte, às 14h, no salão de linha Lajinha.

De acordo com Marcos Bogaert, sócio de uma das empresas acionistas da Companhia Energética Rio das Flores, a companhia está inscrita no leilão de venda de energia na EPE (Empresa de Pesquisa de Energia), que deverá acontecer em agosto. Ele explica que, participando deste leilão, a Companhia Rio das Flores assinará o contrato para venda de energia e terá uma "data cravada" para a entrega da produção. "Dependendo do sucesso que teremos nesse leilão, previsto para dia 27 de agosto iniciaremos as obras na seqüência, com implantação de canteiros e melhorias de estradas de acesso", afirma.

Segundo Bogaert serão duas barragens em Bandeirante. A PCH Prata terá capacidade de produção de 3 megawatts e a PCH Bandeirante terá a mesma capacidade. A PCH Belmonte gerará 3,6 megawatts. "Se não houver nenhum tipo de consumo de energia para indústrias, cada PCH terá capacidade de atender um município de até 3 mil habitantes", informa.

De acordo com ele, a construção das barragens gerará uma grande movimentação no comércio dos municípios, além da mão-de-obra. Bogaert revela que as PCHs não são projetos grandes, mas, no pico, cada obra deverá empregar cerca de 80 pessoas. Muita gente pensa que são barragens enormes, que inundarão metade do município, mas essas são pequenas e baixas, que ajudam a regularizar o fornecimento de energia. O investimento em cada PCH deverá girar entre R$ 10 e 12 milhões.

Bogaert lembrou que em 2008 a companhia manteve contato com a administração passada, do então prefeito José Carlos Berti, mas o leilão de energia da Aneel do ano passado acabou abrindo espaços somente para as termelétricas e não para as usinas hidrelétricas.

"Isso gerou uma ansiedade natural sobre o começo da obra. Fizemos a inscrição achando que aconteceria o leilão, mas no final das contas não aconteceu. Ninguém imaginava isso. Também vamos entrar em contato com as prefeituras para não criar muita ansiedade, porque os projetos têm uma maturação de médio prazo em função dos resultados do leilão", explica o acionista.

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