AVC: entre as doenças mais fatais do mundo
Ministério da Saúde reforça importância de hábitos saudáveis de vida que podem retardar o surgimento da doença
Praticamente todas as pessoas conhecem alguém que foi vítima de AVC (Acidente Vascular Cerebral), uma doença que parece ser silenciosa, porém fatal. Nesta segunda-feira, dia 29, foi lembrado o Dia Mundial do AVC. Por esta razão, a equipe do Ministério da Saúde reforçou o alerta para os perigos da doença, que está entre as mais fatais do mundo. De acordo com dados do Ministério, só no Brasil, o número de vítimas fatais por AVC chega a quase 100 mil pessoas, sendo que atualmente a doença é responsável pela primeira causa de mortes registradas no país.
Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para que se consiga reduzir a taxa de mortalidade é fundamental que a população se empenhe em adotar hábitos de vida mais saudáveis. “A atividade física, sob supervisão adequada, é benéfica para a saúde em geral e retarda o aparecimento de doenças importantes, como o AVC”, destaca. Popularmente conhecido como derrame, o AVC atinge 16 milhões de pessoas no mundo a cada ano, e, destes, seis milhões morrem. Os sintomas mais comuns são: perda de força muscular de um lado do corpo, fala enrolada, desvio da boca para um lado do rosto, sensação de formigamento no braço, dores de cabeça súbita ou intensa, tontura, náusea e vômito. Em casos de identificação desses sinais, o Ministério da Saúde recomenda a chamada urgente do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) pelo número 192. Em caso de AVC, o atendimento rápido pode minimizar o risco de morte e/ou sequelas.
Os sintomas variam de acordo com a área que atinge o cérebro. Profissionais da área apontam que o AVC pode simplesmente ocasionar perda de memória e também perda da mobilidade do braço. Os sintomas podem aparecer de maneira gradativa, como podem acontecer ao mesmo momento, depende da intensidade do acidente vascular.
A doença ocorre devido à alteração na circulação cerebral. No AVC isquêmico há a obstrução de um vaso sanguíneo cerebral, levando à diminuição da circulação em determinada região do cérebro. No hemorrágico, acontece a ruptura de um vaso sanguíneo, com sangramento dentro do cérebro. Os principais fatores de risco são a hipertensão, o diabetes, o colesterol elevado e o tabagismo. Pessoas saudáveis possuem poucas possibilidades de sofrer um AVC. A prevenção deve ser feita desde a infância, por meio de cuidados alimentares e evitando o sedentarismo. Evitar comer frituras, massas, fazer exames preventivos, evitar o fumo e o álcool. Se o paciente possui algum familiar que sofreu AVC, os cuidados devem ser ainda maiores.
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