Audiência define hoje o futuro do Motocão

Audiência Pública desta quarta-feira inicia às 19h, na Câmara de Vereadores de São Miguel do Oeste

Membros do Cotrasmo

Saiba quem são os representantes do Cotrasmo:

Segurança Pública - Ciretran:

Gered:

Secretaria Municipal Educação:

11º BPM:

Setor de Engenharia:

Câmara de Vereadores:

CDL:

Acismo:

Depto. Municipal de Trânsito:

Sec. Munic. Desenvolvimento Urbano:

Delegacia Regional de Polícia Civil:

Sindicato Transportes e Cargas:

COTRASMO

Presidente:

Vice:

Secretária:

Gisela Tomazel
Ivan Kuiava
Marcelo de Wallau
Iniro Grolli
Joacir Franciscon
Jaime Pretto
Sebastião Branco
Luiz de Rocco
Ivan Kuiava
Genésio Colle
Marcos Telles
Marcelo de Wallau
Maria Helena Mosquem
Bráulio Aguiar Florczak
Celso Antônio de Lima

Desde o começo deste mês, o assunto Motocão está dando muito o que falar em São Miguel do Oeste e também gerou muita notícia para os meios de comunicação. Isso porque o Cotrasmo (Conselho Municipal de Trânsito de São Miguel do Oeste) marcou para a noite de hoje uma audiência pública para debater se o Encontro Internacional de Motociclistas de São Miguel do Oeste continuará acontecendo na praça Walnir Bottaro Daniel, no centro da cidade, ou será deslocado para o Parque de Exposições Rineu Gransotto (Faismo). Neste ano, o Motocão, que chegou em sua 11ª edição, teve talvez a maior movimentação de todos os tempos, onde mais de três mil motos circularam nas ruas do município nos três dias do evento.

Na imprensa, autoridades e entidades já se manifestaram a respeito do Motocão. Recentemente, o Conselho das Entidades, que representa a Associação Comercial, a CDL, o Sindicomércio, o Sinduscon, o Sindicont Fronteira, o Sindigráficos, o Sindimecânicas, o Sindivestuário, o Sindialimentação e a Associação dos Criadores de Bovinos, emitiu nota à imprensa manifestando-se favor de que o Motocão continue no centro.

O presidente da Câmara de Vereadores, Nini Scharnoski (PP), também expôs sua opinião se dizendo favorável a que o Motocão continue no centro e não na Faismo. "Temos preocupação com as famílias que residem nas redondezas da praça, mas é preciso conviver com esse evento internacional. Não podemos jogar o Motocão para o mato. É uma festa maravilhosa, que traz recursos financeiros e divulgação de nossa cidade. O Cotrasmo tem uma outra função, pois a segurança é com a Polícia Militar, que faz um excelente trabalho e tem facilidade de coordenar o trânsito no evento. O Motocão é marca de São Miguel na América Latina. Inclusive o Legislativo está se mobilizando para elaborar uma moção coletiva, apoiando o evento no centro", disse Nini.

Segundo o presidente do Cotrasmo, Marcelo de Wallau, a competência do conselho é deliberar sobre o uso das ruas para a realização de qualquer tipo de atividade, seja uma festa como o Motocão, carreatas, corrida rústica e melhorias na sinalização. Sobre o encontro de motociclistas, ele informa que é tradicional o Cotrasmo receber uma série de questionamentos da liberação das vias públicas para o evento e por isso foi resolvido fazer uma consulta com a comunidade. "Queremos informações para se embasar numa decisão de liberação ou não da área central para o Motocão de 2010. No evento desse ano houve reclamações devido ao ruído excessivo, danos e depredações de patrimônio público e privado. Tivemos também muita queixa do lixo que ficou depositado na rua", argumenta.

Wallau disse que é comum ouvir questionamentos dizendo que o Cotrasmo deveria cuidar do trânsito e não de eventos. No entanto, ele informa que quando o conselho autoriza a realização em via pública e isso gera um tipo de transtorno, o órgão tem a obrigação de analisar se esta liberação não contribuiu para que os transtornos ocorressem. "Se a liberação para o Motocão parte de nós e está gerando reclamações, precisamos colher informações de entidades e comunidade em geral sobre a continuidade ou não do evento na área central", explica.

Sobre as manifestações de entidades ligadas ao comércio, Wallau diz que isso era esperado, pois existe o implemento através da circulação de dinheiro nos dias do evento. "Isso não é de se questionar", resume.

Por outro lado, Wallau, que também é capitão do 11º BPM de São Miguel, deixou uma questão no ar: "Se o Motocão fosse na Faismo, será que não haveria incremento nas vendas do comércio? No final do ano haverá a Expo São Miguel na Faismo, e se essa feira, que é realizada fora da cidade, for trazida para a área central irá aumentar a circulação de dinheiro?", questionou.

Ainda de acordo com Wallau, durante reuniões, o conselho sugeriu que o Motocão seja uma festa da própria prefeitura na Faismo, transformando o evento em uma feira voltada ao motociclista. "Talvez esse incremento de dinheiro possa ser ainda maior. Hoje vamos colher opinião da comunidade sobre tudo isso. Pedimos que as pessoas compareçam nesta audiência e expressem sua opinião", finaliza Wallau.

Anterior

Rotaract coloca marco da entidade no trevo municipal

Próximo

Município investe em novas lixeiras

Deixe seu comentário