Antibióticos serão novamente entregues em postos

Antibióticos serão novamente entregues em postos
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Nas farmácias privadas venda continua de maneira controlada

No final do mês de novembro, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) iniciou a fiscalização sobre a obrigatoriedade da nova forma de entrega de antibióticos nos postos de saúde e farmácias privadas. A partir do dia 28 de novembro, esses medicamentos passaram a ser vendidos e entregues com uma série de restrições, devido ao uso indiscriminado dos produtos. Na saúde pública de São Miguel do Oeste, a orientação era de que os antibióticos fossem disponibilizados sob apresentação da receita em duas vias, ambas carimbadas pelo médico responsável, além de poderem ser retirados apenas no posto de saúde central. No entanto, na última semana, os membros da Secretaria da Saúde se reuniram com os enfermeiros dos postos de saúde do município com o objetivo de esclarecer um novo método.
De acordo com a secretária de Saúde, Beatriz Soares, nesta semana os postos de saúde voltaram a disponibilizar os antibióticos, porém a receita ainda deve ser apresentada em duas vias. Segundo a secretária, o método adotado anteriormente dificultou o acesso aos medicamentos, por pacientes de bairros distantes que tinham que se deslocar para o posto de saúde central. A medida havia sido tomada pelo fato das unidades dos bairros não possuírem farmacêuticos responsáveis, mas por se tratar de um farmácia pública a obrigatoriedade deixa de ser necessária. ?Buscamos orientações da Anvisa estadual, que nos repassou que os antibióticos poderiam retornar as ESFs (Estratégias Saúde da Família). 
A decisão de controle na venda de antibióticos partiu da Anvisa no dia 22 de outubro. Nesta data foi definido que as farmácias e drogarias brasileiras passariam a reter a receita médica durante a venda dos antibióticos. O motivo foi que casos de infecção hospitalar registrados no Brasil trouxeram à tona um problema de amplitude mundial: a resistência natural que micro-organismos, como bactérias, vírus e fungos adquirem ao longo do tempo e que pode ser acelerada por ações humanas, como o uso irracional de antibióticos. Segundo especialistas, hoje, a pessoa que tem febre toma antibiótico; se tem um vírus que fica no organismo menos de 48 horas, toma antibiótico, além de usar as sobras de antibióticos guardadas em casa para tratar outras doenças. Tudo isso ajuda as bactérias a ficarem resistentes. Os antibióticos constituem a mais receitada das classes de medicamentos. Eles são empregados com diversas finalidades nas infecções e profilaxia de infecções.
Após término de adequação das novas regras, foram visitadas seis empresas farmacêuticas privadas de São Miguel do Oeste, destas apenas uma apontou a possibilidade de venda sem receita médica, porém alertou que este método de comercialização seria feito apenas por mais alguns dias. Segundo a farmacêutica bioquímica e fiscal da Vigilância Sanitária da Regional, Andrea Luiza Teló, as empresas farmacêuticas estão colaborando com as novas regras e exigindo receita na venda do medicamento. Conforme a profissional, até o momento não houve denúncias sobre irregularidades na venda. No entanto, a comunidade pode denunciar atos ilegais na regional de saúde. De acordo com a profissional, o papel da vigilância foi repassar orientações para todos os municípios da regional, a respeito dos novos métodos de controle na distribuição e venda de antibióticos.

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