Análise avalia qualidade do leite no extremo oeste

Análise avalia qualidade do leite no extremo oeste
Arquivo - Projeto tem como objetivo verificar a presença de micro-organismos que crescem à baixa temperatura

De acordo com a coordenadora do curso de Engenharia de Alimentos do campus de São Miguel do Oeste, professora Eliane De Carli, o projeto de pesquisa elaborado pela acadêmica Maisa Zeni teve como objetivo verificar a presença de micro-organismos psicotróficos (que crescem à baixa temperatura) em amostras de leite de uma empresa de laticínios da região.

Denominado “A influência dos micro-organismos psicrotróficos sobre a qualidade do leite refrigerado para produção de UHT”, o projeto ficou entre os dez melhores trabalhos apresentados no IV Simpósio de Tecnologia e Engenharia de Alimentos, realizado no Paraná, em 2011, e está sendo financiado pela Fapesc (Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina - Rede Catarinense de Ciência e Tecnologia). Agora, a pesquisa deverá ser veiculada na Revista Brasileira de Pesquisa em Alimentos, publicação especializada na área.

A PESQUISA

De acordo com a professora Eliane, o leite da empresa de laticínio, colhido para análise da pesquisa, é produzido por pequenas propriedades rurais da região. Segundo ela, esse leite, assim que retirado da ordenha, vai para um tanque de refrigeração e, durante esse processo, se não houver o máximo de cuidado e higiene, pode ser contaminado por micro-organismos psicrotróficos. “A geladeira ou o tanque de resfriamento muitas vezes são um falso protetor, pois em temperatura ambiente o leite já possui determinados micro-organismos. Se o agricultor não tiver cuidado no procedimento com o leite, desde a ordenha, passando pelo manipulador até chegar ao tanque de refrigeração, quando submetido a esta baixa temperatura, o leite vai ser contaminado” explica.

A estudante e a equipe de pesquisa realizaram análises das amostras do leite de seis rotas problemáticas que o laticínio indicou, sendo que as análises foram feitas uma vez por semana. Na primeira etapa do projeto foi verificado se havia contaminação por micro-organismos psicrotróficos e a pesquisa constatou a existência. A partir da confirmação, o segundo passo será a explanação sobre os resultados obtidos para as famílias produtoras do leite. “Pretendemos aplicar um curso de boas práticas de produção para que estas famílias melhorem a qualidade do leite produzido na propriedade” revela Eliane.

INICIAÇÃO CIENTÍFICA

Para Maisa, que está participando pela primeira vez de atividades de pesquisa, o projeto foi fundamental para saber como é o processo de produção de leite. Segundo ela, cada rota pode ter até 20 famílias cadastradas e que participam do processo de produção de leite para a empresa de laticínios.
 

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