Alerta geral no Estado

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Divulgação - Ataques foram registrados em 13 cidades de Santa Catarina até a tarde de sexta-feira

Órgãos de segurança se organizam para combater ataques criminosos

Quem acompanha os noticiários nacionais e estaduais teve motivos de sobra para se preocupar, mesmo estando no extremo oeste catarinense. Os ataques criminosos, inclusive aos profissionais de segurança pública, inicialmente registrados nos estados do sudeste brasileiro, já chegaram ao litoral de Santa Catarina. Mesmo sem saber se há correlação entre eles, a preocupação é de que os reflexos atinjam também São Miguel do Oeste e região.

Para evitar essas ações e tranquilizar os moradores, os órgãos de segurança pública vêm adotando uma série medidas preventivas. Na região, a Polícia Civil tem intensificado a troca de informações com grupos de inteligência de todo o Estado e também de outras instituições. “Estamos atentos”, assinala o delegado Regional, Ricardo Casagrande.

A Polícia Militar também segue uma linha de policiamento ostensivo e preventivo. O comandante da 9ª Região de Polícia Militar, coronel Luiz Guerini, participou de uma reunião sobre policiamento estratégico em Florianópolis na quarta-feira. Nessa, recebeu informações de que o interesse dos bandidos em Santa Catarina é provocar estado de insegurança para que turistas não cheguem, tendo em vista a Pré-Operação Veraneio. “Os ataques são contra o patrimônio”, cita, acrescentando a concentração das ações na Grande Florianópolis e região.

“A sociedade não pode ficar refém dos criminosos; é preciso uma resposta rápida para que as ações do crime organizado não comecem a se espalhar”, defende Eskudlark

Mesmo sem ter notícias da probabilidade de ataques no extremo oeste, mas com possibilidade um em Chapecó, Guerini reuniu comandantes e oficiais da 9ª Região para repassar orientações. As atividades do serviço de inteligência estão sendo intensificadas. Nos municípios em que há transporte coletivo noturno, como São Miguel do Oeste, a Polícia Militar está fazendo escolta. “Não podemos pagar pra ver”, afirma o coronel.

Enquanto isso, as investigações sobre os atentados seguem em várias linhas e consideram a participação de uma facção criminosa, que poderia ter origem dentro do sistema prisional e que seria a mandante dos ataques. No entanto, o secretário de Estado da Segurança Pública, Cesar Grubba, destaca que muitas dessas ações são praticadas por indivíduos e grupos que se aproveitam do contexto. Ele ainda negou que Santa Catarina vá solicitar auxílio do Governo Federal. “Não é necessário”, disse.

Por enquanto, a resposta é dada a partir de meios e recursos do Estado. Pelo menos 30 homens da 9ª Região de Polícia Militar estão de sobreaviso, caso seja necessário reforço no policiamento da capital e outras cidades mapeadas pelos criminosos.

Na quinta-feira, o governador Raimundo Colombo admitiu que se a onda de atentados se agravar pode recorrer a ajuda federal. A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, já comunicou que o Palácio do Planalto está disposto a ajudar em caso de necessidade. Até ontem, a onda de violência havia chegado a 13 cidades litorâneas de SC.

ORDENS DOS PRESÍDIOS

- Ataques foram registrados em 13 cidades de segunda até o final da tarde de ontem;

- Quase 50 pessoas já foram detidas;

- 03 criminosos morreram em confronto com a polícia;

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