Africanismo é conteúdo obrigatório nas escolas

Africanismo é conteúdo obrigatório nas escolas
Divulgação

Educadores discutiram a história e a cultura na educação básica

Nesta segunda-feira, dia 22, a Gerência de Educação da SDR de São Miguel do Oeste promoveu no auditório da E.E.B. São Miguel um curso sobre a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileira na educação básica, conforme Lei 10639/03. O evento teve como público-alvo mais de 100 educadores das SDRs de Dionísio Cerqueira, Itapiranga e SMOeste. O ponto principal do debate foi sobre a diversidade étnico-racial e os mecanismos que transformam estas diferenças em desigualdades, além da abordagem da cultura e história dos povos africanos em Santa Catarina. O encontro foi comandado por Lurdinha Mina, uma das colaboradoras do livro ?A África está em nós?, coordenado por Jeruse Maria Romão.

 
Unoesc
 
Considerado um momento do ano dedicado a pensar sobre a cultura negra e sua inserção na sociedade brasileira, no dia 20 de novembro foi comemorado o Dia da Consciência Negra. Nesta data, procura-se refletir sobre a resistência do negro à escravidão. Muitas instituições organizam eventos para lembrar este fato e fazer dele um movimento de consciência. O Curso de Artes Visuais da Unoesc -campus de São Miguel do Oeste - desenvolveu um encontro, pelo componente curricular de Patrimônio Cultural, caracterizando este foco. O convidado foi Valdemar Lourenço, para palestrar sobre a importância deste tema aos acadêmicos. 
O curso de Pedagogia se fez presente neste momento da palestra, como uma forma de identificação dos movimentos no Brasil e da importância deste fato histórico/cultural brasileiro para a educação. A lei nº 10639 é a que trata da obrigatoriedade e presença do contexto do africanismo no currículo escolar. Na ocasião, apresentaram-se os projetos existentes na região, bem como suas apresentações em forma de amostras para que os grupos de participantes e ouvintes debatessem sobre a importância da cultura afro-descendente.
No debate, houve uma reflexão sobre as crianças negras nas escolas, o auto-preconceito decorrente da inferiorizarão perante a sociedade, e o preconceito relativo a cor, costumes e cultura, de modo geral, como inserção do negro no mercado de trabalho, cotas universitárias; também se discutiu se há discriminação por parte da polícia, identificação de etnias, moda e beleza negra.
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