Acismo solicita nova linha de

Para os empresários a linha iria diminuir os custos das passagens

A Acismo (Associação Comercial e Industrial de São Miguel do Oeste) enviou na última semana um ofício ao Presidente do Deter (Departamento de Transportes e Terminais de Santa Catarina), Neri Francisco Garcia, solicitando uma nova linha de transporte rodoviário de São Miguel do Oeste até Florianópolis.

Conforme o presidente da Acismo, Airto Moss, a região Extremo-Oeste é prejudicada, pois possui apenas uma opção de transporte intermunicipal de passageiros até a capital. Segundo Moss, hoje é economicamente mais viável viajar de São Miguel do Oeste para outras capitais, como Curitiba/PR, do que para Florianópolis. De acordo com o presidente, com a possibilidade dos usuários optarem por qual empresa pretendem viajar, as tarifas hoje praticadas devem diminuir, e quem ganha com isso é a comunidade regional. \"Em uma mesma empresa, a passagem para Curitiba custa em média 40% a menos do que para Florianópolis, uma diferença abusiva, que poderia mudar com o fim deste monopólio\", argumenta.

O gerente da empresa Reunidas, de São Miguel do Oeste, Renato Borges Campagnoni, concorda que existe essa diferença de preço entre uma linha interestadual e estadual, mas salienta que essas diferenças se dão por conta das tarifas que são determinadas pelo Deter. \"A empresa não pode diminuir a tarifa, isso é regulamentado pelo Deter. Conforme o Decreto 12.601, de 6 de novembro de 1980, estipula em seu capitulo sexto, artigo 41, que a passagem será vendida pelo preço exato determinado pela Encater, sem qualquer desconto ou acréscimo que não esteja prvisto no decreto\", argumenta.

O gerente esclarece que essa diferença de 40% envolve taxa de ICMS, taxa de administração, e passes para estudantes e professores, que estão incluídos no valor final da taxa determinada pelo Deter. \"Em relação ao que a Acismo está reivindicando, uma nova linha de transporte do oeste para Florianópolis, aludindo o preço da diferença de passagem, digo que a diferença da passagem interestadual para a passagem estadual está em cima dos encargos cobrados pelo Estado e pelo Deter, que é o poder concedente no Estado de Santa Catarina para definir tarifas e compor qual valor que deve ser cobrado e quais os valores de reajuste\", frisa. Para Campagnoni, a solução que beneficiaria ambas as partes seria diminuir a carga tributária. \"Diminuindo a carga tributária diminui o valor das passagens, que é de interesse da empresa também\", conclui.

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