A viabilidade e produção de feno

A viabilidade e produção de feno
Divulgação - Por ano produtor de feno diz que confeccionava cerca de 70 mil fardos

Há quase dez anos no ramo, produtor de feno de Iporã do Oeste diz que mercado vem evoluindo e demanda aumenta cada vez mais

Ocasiões chuvosas são fundamentais para garantir uma boa produção alimentícia tanto de seres humanos quanto de animais. Em épocas secas, como a que ocorreu no extremo oeste catarinense há cerca de um ano, agricultores amargaram inúmeros prejuízos e ainda sentem as consequências da estiagem.

Devido à falta de água, a produção de milho, por exemplo, foi uma das culturas na região que ficaram comprometidas. Como consequência disso, produtores de leite - atividade predominante em boa parte do extremo oeste - tiveram o cultivo de silagem afetada, tanto em quantidade como em qualidade.

Agricultores que trabalham com bovinos ou ovinos e caprinos sabem que é primordial a armazenagem de alimentos para os animais. E a silagem - à base de milho - acaba sendo a principal opção de muitos. Contudo, é bom ficar preparado, pois, na falta deste tipo de complemento alimentício animal, é bom estar atento a outras opções que podem suprir a necessidade e garantir, por exemplo, a produção leiteira.

A OPÇÃO DO FENO

Além da silagem, o feno também é uma alternativa de alimento para animais. E a procura e produção deste mantimento tem aumentado na região. “Tenho feito entregas em praticamente todo o oeste, muitos agricultores estão optando pelo feno”, destaca o produtor Nadir de Marchi, da linha Entre Rios, em Iporã do Oeste, que trabalha há quase dez anos com a fenação.

Ainda em 2004, impossibilitado de criar animais na propriedade pelo fato de o local ser considerado perímetro urbano, Marchi conta que decidiu apostar na produção de feno para venda. “Resolvi investir na produção porque percebi que poderia ser um mercado promissor, e isso pelo fato de o setor leiteiro ser bastante desenvolvido na região. Atualmente, existe um bom número de produtores que também começaram a se dedicar a essa atividade, mas percebo que a demanda por feno também tem aumentado”, avalia.

Em geral, o feno é produzido a partir de gramíneas ou leguminosas cortadas, secas e estocadas para posterior consumo dos animais. Atualmente, Marchi conta que tem 35 hectares da propriedade reservados com o plantio de tifton - gramínea com a qual confecciona o feno. “O tifton é uma das gramas mais propícias para a fabricação do feno. Somente no inverno é que plantamos áreas maiores de aveia azevém e usamos estas para fazer feno”.

VIABILIDADE

Conforme o produtor de feno, a atividade é viável e as maiores despesas ficam principalmente por conta da adubação e também de mão de obra. Com o tifton, Marchi ressalta que são realizados um corte a cada 35 dias. Em números, o produtor calcula que já chegou a produzir em um ano em torno de 70 mil fardos de feno. Contudo, ele pretende diminuir o montante pela metade, isso porque almeja investir no pré-secado.

A denominação de pré-secado se dá quando as gramíneas armazenadas obtêm um teor de matéria seca de no mínimo 30%. Além disso, o material do pré-secado também tem por característica ser embalado em filme stretch, protegendo o mesmo do ar, água e luz. “Vamos apostar no pré-secado, porque assim teremos menos mão de obra, já que como o produto fica bem embalado não é necessário guardar em galpões, podendo ser estocado ao ar livre sem perder a qualidade”, explica.

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