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\'Coragem\' para alvejar
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O direito de defesa vem dos primórdios da civilização. Faz parte do código de ética das sociedades em todo mundo e na antigüidade até os bandoleiros ou bárbaros o respeitavam. Nos nossos dias, o direito de defesa é regra de comportamento até entre temíveis bandidos. O desprezo ao direito de defesa choca a todos por representar repugnante covardia.
O jornalismo opinativo, quando feito com seriedade, é uma ferramenta de inestimável valia no esclarecimento e na compreensão da informação. O jornalismo é uma nobre missão e poderosa arma que os verdadeiros profissionais utilizam na promoção do bem, da cultura, da solidariedade, da cidadania e até para denunciar, mas sempre com responsabilidade. É missão digna e honrada para grande maioria da classe.
Profissionais justos, cuidadosos e sérios, tem por hábito ouvir ou abrir espaço para o contraditório, proporcionam direito para defesa, mesmo em formato opinativo. Do oposto em unilateralidade e, sem os devidos compromissos com a verdade, fora dos parâmetros éticos, o jornalismo opinativo transforma-se em perigosa arma em mãos erradas. Nesse cenário, sem o mínimo talento para reportagem, converte veículo em pasquim. É a arma da ameaça, do terrorismo, do crime, da infâmia, do fanatismo, da calúnia, entre tantos outros fins maléficos.
É preciso refletir sobre isso, porque em estado de êxtase ou emoção embriagada, a escória jornalística, não usa apenas palavras ásperas, vulgares e ofensivas, mas invoca status de imprensa para se proteger ou rasteja em bajulação a respeitados e dignos poderes constituídos na tentativa de angariar credibilidade. Revela-se assim de forma perigosa, desmedida, selvagem, demente, sempre a serviço da hipocrisia, da obsessão, da agressão, da covardia.
Atacar, agredir, insinuar, sem dar nomes para bloquear o direito de defesa, corresponde a atitude desprezível do bandido que, em emboscada atira em alguém desarmado, pelas costas. É covardia ao extremo. Ainda bem que a condenável atitude é praticada por vil minoria, mas não deixa de ser algo grave, deplorável. Os cidadãos do bem, que prezam por valores éticos, repelem vigorosamente a prática, até porque sabem que amanhã a mesma arma da covardia pode estar voltada para si ou para sua família, sem que lhe seja oferecida nenhuma chance de defesa.
Paulo Edson Dias Rodrigues
cidadão
São Miguel do Oeste, 11/10/2008
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