\' Região Sul representa 96% da produção nacional

Para o presidente da Afubra (Associação dos Fumicultores do Brasil),

Para o presidente da Afubra (Associação dos Fumicultores do Brasil), Benício Albano Werner, dentre as culturas cultivadas na pequena propriedade, cujo tamanho médio é de 16 hectares, o tabaco ainda é a mais rentável. O que é de grande influência é o fato da fumicultura ser cultivada em larga escala e oferecer garantias de mercado e de preço mínimo. Ele comenta que com as condições climáticas adversas, a estimativa de colheita será menor que a prevista inicialmente. Com isso, a tendência é que a demanda pelo produto seja maior. "As chuvas em excesso foram prejudiciais, pois trouxeram problemas à quantidade produzida, principalmente na redução do peso de cada folha de tabaco produzida", ressalta.

Questionado sobre as maiores regiões produtoras do fumo, Werner afirmou que a região sul do Brasil responde por 96% da produção nacional. Na última safra (2008/09), o RS produziu 372.810 toneladas; SC - 243.410, e o PR - 128.060 toneladas. Os restantes 4% são produzidos no Nordeste, cujo principal produtor é a Bahia. "Individualmente, o Vale do Rio Pardo, no Rio Grande do Sul, é a região com o maior volume de produção", diz.

Aproximadamente 85% da produção sul-brasileira é exportada e os restantes 15% destinam-se ao consumo doméstico. Em relação à safra anterior, Werner revela que o número de famílias ( ou produtores ? ) na atividade subiu de 186.580 para 187.220. Ele salienta que a estimativa de preço médio deva ser de R$ 95 por arroba. "Até o momento, a representação dos produtores e das indústrias efetivaram dois encontros de negociação de preço, mas que ainda não levaram a um acordo. As empresas oferecem entre 6,1 e 10,2% de reajuste sobre a tabela vigente na safra passada. O tema será alvo de nova reunião, que deve ocorrer ainda em fevereiro", diz.

O presidente da Afubra explica, ainda, que praticamente 100% da produção do fumo é utilizada na fabricação do cigarro. "Já existe a destinação de algumas quantidades, embora pequenas, para fabricação de papel e remédios. Notamos uma certa diminuição na comercialização em virtude da criação de leis que proíbem o consumo em determinados locais. Mesmo diante da tendência de diminuição de consumo no país, temos conhecimento de uma pesquisa que indica que entre 2007 e 2013 o consumo de cigarros, em nível mundial, vai crescer 5,6%", completa Werner.

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