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Na região, que é considerada infestada pelo mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, Febre Chikungunya e Zika Vírus, o aumento gradativo de casos de dengue tem tornado o cenário cada vez mais preocupante. A cada semana novos casos da doença são confirmados, uma situação que deixa as equipes da Saúde em alerta e reforça a necessidade de toda a população se envolver e auxiliar no combate ao mosquito.
Em São Miguel do Oeste, até a tarde desta sexta-feira, dia 14, já haviam sido confirmados 100 casos de dengue. Outros 15 pacientes aguardavam os resultados dos exames. De acordo com o enfermeiro da Vigilância Epidemiológica, Marcos Bortolanza, São Miguel do Oeste passa a enfrentar uma epidemia da doença se atingir 133 casos de dengue.
Frente a este cenário, é fundamental que toda a população colabore e intensifique as ações de combate ao mosquito, eliminando a água parada de todo e qualquer recipiente. Ações como esta precisam ser frequentes nas residências e estabelecimentos comerciais. Este período do ano ainda é considerado propício para a proliferação do mosquito, com temperaturas altas e chuvas constantes, por esta razão é preciso que a população reforce os cuidados, descarte corretamente o lixo, vistorie calhas, faça a higienização correta dos bebedouros dos animais, entre outras medidas de prevenção, para que a situação não se agrave em São Miguel do Oeste e região.
Conforme informações da Vigilância Epidemiológica, os casos de dengue foram confirmados em diferentes localidades do município. Até o momento, o Bairro Salete concentra o maior número de pacientes com diagnóstico positivo para a doença, na sequência está o centro. Neste ano, também já foram confirmados casos de dengue em pacientes dos bairros Agostini, São Jorge, São Luiz, Jardim Peperi, Sagrado Coração de Jesus, Estrela, Santa Rita, São Sebastião, Progresso, São Gotardo, Cruzinhas, entre outros.
Dos 100 casos confirmados, até o momento, 96 são considerados casos autóctones, ou seja, contraídos no município. Neste ano, foram confirmados dois casos da doença em janeiro, 41 casos de dengue em fevereiro e 57 casos em março (dados até o dia 14 de março).
SINTOMAS
Em caso de sintomas de dengue: febre alta (39°C a 40°C) de início súbito, dor de cabeça, fraqueza, dores no corpo, nas articulações e no fundo dos olhos, manchas pelo corpo que podem atingir face, tronco, braços e pernas, perda de apetite, náuseas e vômitos, a orientação é procurar atendimento em uma unidade de Saúde.
SAIBA MAIS
Em 2020 ocorreu uma epidemia de dengue em São Miguel do Oeste, com 143 casos da doença. Já em 2021, foram registrados 10 casos. Em 2022, ocorreu uma nova epidemia com 1.100 casos. No ano de 2023, foram confirmados 13 casos da doença no município. E em 2024, São Miguel do Oeste novamente registrou epidemia de dengue, com a confirmação de 1.830 casos da doença.
CASOS NO ESTADO
A Secretaria de Estado da Saúde, por meio da Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica), divulgou o mais recente Informe Epidemiológico, que compreende até 10 de março de 2025. Neste período, foram confirmados dois óbitos por dengue, um registrado em Nova Itaberaba, no Oeste, e um em Itapoá, no Litoral Norte do estado. E um óbito estava sendo investigado.
Neste ano, também já foram identificados 19.695 focos do mosquito Aedes Aegypti em 231 municípios. Dos 295 municípios catarinenses, 178 são considerados infestados pelo vetor. Também foram notificados 25.104 casos de dengue e 7.124 considerados prováveis.
A classificação de casos prováveis é um conceito adotado desde 2024, que inclui todos os casos notificados, confirmados, suspeitos e inconclusivos, exceto os descartados.
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